logo
/ Freepik  / Freepik
Estilo de Vida 21/10/2020

É seguro viajar de avião nesta época de pandemia?

Ar da cabine é filtrado e renovado com frequência, limitando-se à circulação em uma mesma fileira de cadeiras, indica estudo da revista científica Jama

Viajar de avião significa estar um lugar fechado por horas com a possibilidade de contato próximo com pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Isso leva muita gente a questionar se é seguro fazer viagens aéreas nesta época de pandemia. Segundo o 
estudo “Riscos de Covid-19 durante as viagens aéreas”, publicado na revista científica Jama (sigla em inglês para Jornal da Associação Médica Americana), o risco de contrair a covid-19 durante viagens aéreas é menor do que em um prédio de escritórios, na sala de aula, no supermercado ou no trem. Isso porque o ar da cabine é renovado a cada 3 minutos. Metade desse fluxo vem de fora e a outra metade é reciclada por meio de filtros Hepa, sistema de alta eficiência usado em salas de cirurgia, que retém 99,9% dos vírus, explica o estudo. O ar circula do teto para baixo, em direção às saídas no nível do chão, realizando, portanto, um percurso que se limita à mesma fileira de assentos (veja ilustração abaixo, com texto em inglês). Isso torna menos provável a propagação de partículas respiratórias entre diferentes fileiras, afirmam os pesquisadores de instituições americanas e suíças. Além disso, os encostos dos bancos fornecem uma barreira física parcial, e a maioria das pessoas permanece relativamente imóvel, com pouco contato face a face. Ilustração mostra circulação de ar em cabine de avião durante viagem aérea, segundo estudo da revista Jama EIA TAMBÉM: Estudo aponta locais com maior risco de transmissão da covid-19 Para evitar contato com passageiros infectados, uso de máscara é essencial Segundo a pesquisa, o risco maior é proveniente do contato com outros passageiros que possam estar infectados – o que pode ser reduzido pelo uso de máscaras. Até o momento, porém, foram registrados apenas 42 casos suspeitos ou confirmados de transmissão de covid-19 em aviões em todo o mundo, ressalta o artigo. Máscaras tipo N95 são recomendadas para pessoas que fazem parte do grupo de risco. Os demais viajantes podem utilizar máscara de tecido ou cirúrgica e trocá-la sempre que ficar umedecida. A higiene das mãos também precisa ser frequente.   LEIA TAMBÉM: Famílias com crianças ou adolescentes são as mais afetadas pela pandemia, diz Unicef As três principais companhias nacionais, Gol, Latam e Azul, exigem o uso de máscaras e criaram procedimentos no embarque e desembarque, que agora é feito por fileiras para evitar tumulto na entrada e saída do avião. A ocupação das aeronaves, no entanto, não sofreu restrições, diferentemente de cias aéreas como a americana Delta, por exemplo, que disse planejar manter os assentos do meio vazios até janeiro. A medida não é apoiada pela Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo), que a considera economicamente inviável.

Para as viagens aéreas, o estudo da revista Jama recomenda:

  • usar máscara,
  • não viajar se não se sentir bem,
  • limitar a bagagem de mão,
  • manter distância de outras pessoas sempre que possível,
  • informar a equipe de alguém estiver indisposto,
  • se houver um bocal de ar suspenso, deixo-o direcionado para sua cabeça e mantenha-o aberto,
  • fique sentado e siga as instruções da tripulação,
  • lave ou desinfete as mãos com frequência e evite tocar no rosto.
  LEIA TAMBÉM: Pediatras analisam como a resiliência impacta no comportamento das criançasQuer receber mais conteúdos como esse? Clique aqui para assinar a newsletter da Canguru News. É grátis!