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Estilo de Vida 20/10/2020

Conheça fatores de risco que aumentam sua probabilidade de ter osteoporose

Como alguns sabem, a osteoporose é a doença óssea mais comum, faz com que os ossos se tornem frágeis a tal ponto que uma queda ou até mesmo uma tensão leve podem causar uma fratura.

De acordo com dados do Painel Latino-Americano de Especialistas em Osteoporose, estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas no mundo sofrem com isso.

De acordo com o endocrinologista Bart Clarke, a probabilidade de desenvolver osteoporose depende, em parte, da quantidade de massa óssea obtida na juventude.

A massa óssea máxima é parcialmente hereditária e também varia de acordo com a etnia. Quanto maior a densidade óssea máxima que você adquirir, mais tecido ósseo você terá “em reserva” e menor a sua chance de ter osteoporose à medida que envelhece.

Embora muito se fala sobre essa doença, há aqueles que ainda desconhecem alguns fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolvê-la, incluindo idade, raça, estilo de vida, bem como condições médicas e tratamentos.

 

Riscos inalteráveis

Alguns fatores de risco para osteoporose estão fora de controle, incluindo:

  • Sexo. As mulheres são muito mais propensas a desenvolver osteoporose do que os homens.
  • Histórico familiar. Ter um pai ou irmão com osteoporose coloca você em maior risco.
  • Tamanho do corpo. Homens e mulheres que têm pequenas estruturas corporais tendem a estar em maior risco porque podem ter menos massa óssea para usar à medida que envelhecem.

 

Níveis hormonais

  • Hormônios sexuais. Baixos níveis de hormônios sexuais tendem a enfraquecer os ossos. A redução dos níveis de estrogênio em mulheres na menopausa é um dos maiores fatores de risco para a osteoporose. Os homens têm uma redução gradual dos níveis de testosterona à medida que envelhecem.
  • Problemas com a tireoide. Altos níveis de hormônio da tireoide podem causar osteoporose.
  • Outras glândulas. A osteoporose também tem sido associada à hiperatividade das glândulas paratireoides e suprarrenais.

 

Fatores alimentares

  • Baixa ingestão de cálcio. A falta de cálcio para a vida desempenha um papel no desenvolvimento da osteoporose. Uma dieta de baixo cálcio contribui para a diminuição da densidade óssea, perda óssea precoce e aumento do risco de fraturas.
  • Distúrbios alimentares. Restrição extrema da ingestão de alimentos e baixo peso enfraquecem os ossos em homens e mulheres.
  • Cirurgia gastrointestinal. A cirurgia para reduzir o tamanho do estômago ou remover parte do intestino limita a quantidade de área da superfície disponível para absorver nutrientes, incluindo cálcio. Essas cirurgias incluem aquelas para ajudá-lo a perder peso e outros distúrbios gastrointestinais.

 

Diante deste panorama, compartilhamos cinco recomendações de Juan Guillermo Londoño, professor da Universidade de Antioquia, para prevenir a osteoporose:

  • Ter uma ingestão adequada de cálcio: consumir desde cedo e antes da menopausa alimentos ricos em cálcio, como leguminosas, laticínios, nozes, amêndoas epeixes. Também é fundamental monitorar a saúde óssea da mulher por meio de avaliação médica regular.
  • Consumo de vitamina D: além de manter uma dieta equilibrada é essencial consumir alimentos que forneçam vitamina D, o que é necessário na assimilação do cálcio. Se o corpo for deficiente dessa vitamina, não será capaz de fixar cálcio, mesmo em abundância.
  • Exercícios: o sedentarismo é uma das causas de muitas doenças, incluindo a osteoporose. Então você precisa se mover, manter uma vida ativa, realizar exercícios aeróbicos em casa ou passar pelo menos 150 minutos por semana para caminhar.
  • Evite o excesso de álcool ou tabaco: esses hábitos excessivos podem afetar os ossos. Os fumantes têm níveis mais baixos de vitamina D, o que impacta o desenvolvimento e a força óssea.
  • Controle as condições de saúde que previnem a absorção adequada do cálcio: existem morbidades que, embora não tenham nada a ver diretamente com os ossos, previnem a absorção adequada de cálcio, o que pode levar à insuficiência de cálcio nos ossos. É aconselhável controlar a doença existente e consumir alimentos com vitamina D que ajudam a regular o desequilíbrio.

 

Fonte: Nueva Mujer