logo
/ Reprodução
Estilo de Vida 30/09/2020

Cloroquina e placebo têm mesma eficácia contra covid-19, diz estudo

A cloroquina é tão eficaz quanto um placebo na prevenção ao novo coronavírus (Sars-Cov-2), mostrou um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e publicado nesta quarta-feira (30) na revista científica “JAMA Internal Medicine”.

Há diversos estudos clínicos em andamento com a droga ao redor do mundo, que já teve a eficácia questionada, mas faltava a publicação com resultados claros de uma pesquisa sobre o uso preventivo da hidroxicloroquina.

QUER RECEBER A EDIÇÃO DIGITAL DO METRO JORNAL TODAS AS MANHÃS POR E-MAIL? É DE GRAÇA! BASTA SE INSCREVER AQUI.

LEIA MAIS:
Estudos detalham uso de anticorpos para bloquear e amenizar infecções pela covid-19
Taxa de desemprego fica em 13,8% no trimestre até julho, afirma IBGE

Esse estudo é considerado único porque foi realizado com 125 médicos, enfermeiros e operadores sanitários negativos para a doença e que tinham contato direto com pacientes que tinham a Covid-19. Os voluntários foram divididos em dois grupos: 64 deles tomaram uma pílula por dia durante oito semanas e a outros 61 ingeriram um placebo – mas, os indivíduos não sabiam qual estavam tomando.

Todos foram testados antes e depois do estudo, bem como por diversas vezes durante o período de análise.

As taxas de infecção do coronavírus foram iguais nos dois grupos (cerca de 6% resultaram positivos para a doença nas duas equipes), e a hidroxicloroquina não mostrou efeitos protetores.

“Esse trabalho representa o primeiro teste clínico randomizado sobre a hidroxicloroquina para pessoas em risco e ainda negativas para Covid-19”, disse o autor da pesquisa, Benjamin Abella, que aposta que os resultados terão impacto em diversos experimentos atualmente em andamento ou futuros com o remédio.

O estudo confirma outro publicado em junho pela revista “The New England Journal of Medicine”, que mostrava que a droga não ajudava o corpo a combater a doença.

A medicação foi alvo de muito uso político, especialmente pelos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, que afirmaram repetidas vezes que a droga curava a Covid.

Até hoje, não há medicamentos que previnem ou curam os pacientes que contraem o novo coronavírus com eficácia comprovada.