Pais de crianças pequenas estão entre mais afetados psicologicamente pela pandemia

Estudo britânico avaliou níveis de sofrimento mental de mais de 17 mil pessoas antes e durante a pandemia

Por Canguru News

Uma pesquisa realizada no Reino Unido analisou se as pessoas tinham algum tipo de sofrimento mental antes da pandemia e se esse sofrimento aumentou. Os resultados apontam que a saúde mental no país piorou de modo geral e que pais de crianças menores de cinco anos estão entre os que foram mais afetados psicologicamente pela pandemia. Mulheres e jovens de 18 a 24 anos também estão entre os mais afetados. 

O estudo, publicado no fim de julho no periódico The Lancet Psychiatry, contou com a participação de mais de 17 mil pessoas, que responderam a um questionário entre os dias 23 e 30 de abril. A quarentena completava um mês no Reino Unido. O formulário foi realizado online, remotamente, e tinha perguntas sobre a frequência com que essas pessoas tinham dificuldade para dormir ou se concentrar, problemas na tomada de decisões ou sensação de sobrecarga. 

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Os participantes haviam participado anteriormente do UK Household Longitudinal Study (UKHLS), estudo que tem acompanhado a saúde mental de 40 mil famílias, possibilitando uma comparação com a situação psicológica dessas pessoas em um momento anterior à pandemia. A análise dos questionários apontou que, enquanto apenas 19% das pessoas apresentavam algum tipo de sofrimento psicológico antes da pandemia, o número subiu para 27% durante a pandemia. Pais de crianças pequenas, jovens de 18 a 24 anos e mulheres estão entre os grupos que mais tiveram aumento em seu sofrimento. 

Os autores da pesquisa são da Universidade de Manchester, Universidade de Cambridge, King’s College London, Universidade de Swansea, City University e do National Center for Social Research. Eles concluíram que o Reino Unido passa por um agravamento do sofrimento mental. "Ao final de abril de 2020, a saúde mental no Reino Unido havia se deteriorado em comparação com tendências anteriores à Covid-19. Políticas enfatizando necessidades de mulheres, pessoas jovens e aqueles com filhos em idade pré-escolar provavelmente irão desempenhar um papel importante na prevenção de futuras doenças mentais", diz o texto do estudo. 

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