Mãe com sintomas leves de covid-19 pode amamentar

Por Fabíola Salani - Metro

A chegada do bebê é normalmente um momento de festa nas famílias, com visitas na maternidade, parentes e amigos indo felicitar os pais e levando presentes. Mas as gestantes que derem à luz nesse momento podem esquecer do ritual: a maioria das maternidades vetou as visitas para evitar aglomerações e contaminações.

Na volta para casa com o bebê, as visitas de parentes e amigos são igualmente desaconselhadas. Está mantido o direito ao acompanhante na hora do parto, mas a Sogesp alerta que alguns hospitais podem estar restringindo esse acesso.

Mãe com covid-19

E com a chegada do bebê, há dúvidas específicas desse momento. Uma das mais comuns é: se a mãe estiver com covid-19 confirmada, ela pode amamentar? A resposta é: sim, a depender de sua condição geral de saúde.

A ginecologista Roberta Grabert diz que, se a mãe se sentir bem e confortável, ela pode amamentar, mas “é  necessário o uso de máscara e antes da amamentação sempre higienizar muito bem as mãos”. No entanto, diz a médica, se as condições clinicas não permitirem a amamentação com o uso de  máscara – que pode ser desconfortável –, deve-se retirar o leite materno para alimentar o bebê, manualmente ou com uma bomba.

A mãe pode cuidar do filho se estiver com sintomas leves da covid-19, mas  sempre usando máscara e lavando muito bem as mãos antes de mexer nele.

Se o bebê tiver covid-19

Roberta Grabert diz que, se o recém-nascido tiver testado positivo para a doença e não apresentar sintomas, a recomendação é que ele seja colocado no quarto junto com a mãe e que haja observação intensa do bebê pela equipe pediátrica.

Durante a internação

A Sogesp escreve que os cuidados durante a internação, para evitar a contaminação, são os mesmos de outros ambientes: evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos, por pelo menos 20 segundos; evitar tocar olhos, nariz e boca sem limpar as mãos; higienizar as mãos após tossir ou espirrar.

A Febrasgo recomenda que a alta mais precoce, desde que as condições maternas e fetais possibilitem, deve ser estimulada para diminuir o tempo de permanência em ambiente hospitalar.  METRO

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