Quarentena também afeta a vida sexual; veja dicas para apimentá-la

Por Luccas Balacci

A quarentena deixa o vírus do lado de fora, mas traz para dentro de casa alguns problemas. E também pode complicar um pouco a vida sexual. Seja por efeitos do estresse, ou mesmo uma questão de logística, como muita gente no mesmo lugar, a recomendação dos especialistas é usar a criatividade e buscar jeitos de lidar com a situação.

O psicólogo e psicoterapeuta Edmundo Campusano, especialista em casais  e diretor da Escola de Psicologia da Universidade Mayor, no Chile, diz que o estresse afeta todas as relações, e não somente no âmbito sexual. Por isso, ele sugere que se definam bem as barreiras entre cada indivíduo. “Deve-se coordenar um espaço pessoal, espaço para o parceiro e momentos para todos os membros do grupo familiar”, explica.

Distanciamento sexual?

Por outro lado, a respeito de casais que estão distantes, ou àquelas pessoas que praticam sexo casual sem a necessidade de um parceiro ou parceira estável, o psiquiatra Pablo Toro, da Rede de Saúde UC Christus, pertencente à PUC (Pontifícia Universidade Católica), no Chile,  explica que o desejo sexual pode diminuir por estresse ou transtornos depressivos, passíveis de se manifestarem durante o isolamento. “Há alternativas tecnológicas pelas quais podem optar, o sexting, sexo por celular, a webcam. Há ferramentas”, comenta.

Solte a imaginação

A terapeuta sexual Eileen Burgos conta que algumas práticas sexuais podem ser mais difíceis com a casa cheia de gente. “Isso pode gerar complicações para certos casais: o medo de que escutem, ou ter que limitar, por exemplo, práticas do tipo sadomasoquista, que mesclam dor e prazer.”

A especialista lembra que nem todas as atividades sexuais devem focar no ato da penetração e há outras formas que podem ajudar a manter uma saúde sexual em dia, levando em conta as dificuldades. “Podem coordenar sexting, acariciar, fazer dinâmicas e mais. Opções existem – para quem está sozinho, hoje tem várias ferramentas para complementar a masturbação. Não vamos esquecer que o cérebro é o órgão mais sexual do ser humano”, adiciona.

O que todos os especialistas sugerem, afinal, é isso: use sua criatividade.

Tecnologia pode ajudar

Quarentena na era do Tinder parece não ser muito compatível, mais ainda para quem pratica sexo casual. Porém, novamente, as plataformas tecnológicas oferecem alternativas para a situação. Ao sexting, se somam o compartilhamento de nudes e vídeos de conteúdo erótico.

Neste ponto, a terapeuta sexual Eileen Burgos recomenda optar por “plataformas que tenham segurança de conteúdo. E também evitar mostrar rosto ou tatuagem se não é uma pessoa conhecida ou de confiança”. Se você está passando a quarentena com seu parceiro, também há apps para conhecer seus gostos sexuais e para tentar fazer coisas novas.

Diante dessa situação, a tecnologia não somente encurta distâncias, mas também cria dinâmicas novas com o parceiro, inclusive para conhecer seus próprios gostos em uma esfera tão importante como a vida sexual. Confira algumas recomendações:

Kindu
Para conhecer fantasias sexuais e fetiches. Para iOS e Android.

Between
Permite conversar com fotos apimentadas que ficam borradas. Para iOS e Android.

IKamasutra
Além de mostrar novas posições, pode avaliar seu desempenho. Para iOS, somente.

Can’U
Jogo de desafios sexuais com seu parceiro ou parceira. Para iOS.

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