Terapia online para crianças durante a quarentena: faz sentido?

Por Canguru News

Foi-se o tempo em que terapia era coisa de adulto apenas. O número de crianças encaminhadas aos consultórios por causa de algum transtorno comportamental ou dificuldade pontual aumentou drasticamente nos últimos anos. O que os especialistas explicam é que as crianças de hoje são inundadas de informação e têm pouca maturidade para absorver o que é preciso. Com as medidas de isolamento social, muitos pais recorreram às sessões virtuais para continuar o atendimento com seus terapeutas. E os pequenos? Terapia online faz sentido para as crianças?

Segundo Iara Mastine, neuropsicóloga especialista em atendimento infantil, a terapia online não é uma prática recomendada para os pequenos. Até porque, com as crianças, as sessões sempre giram em torno de dinâmicas e jogos – não apenas da conversa. No entanto, diante de uma situação atípica como a que estamos vivendo, pode ser uma alternativa necessária.

“Se a criança já fazia terapia, deve seguir o trabalho de forma virtual”, opina a psicopedagoga Marisa Bianco. Segundo Marisa, a criança sente falta das conversas, por isso é importante que continue. “Os profissionais estão adaptando o trabalho online para as necessidades da criança", afirma.

Para a psicopedagoga, mesmo crianças que não faziam terapia antes da quarentena podem necessitar de alguma ajuda neste momento e recorrer ao atendimento pela internet. Já Iara Mastine pondera que é difícil uma sessão virtual dar resultados se não houve antes, no presencial, a construção de um vínculo entre o terapeuta e a criança.

Abaixo, saiba quais são os 10 principais motivos que levam os pequenos ao divã, segundo psicólogos ouvidos pela Canguru News:

  1. Separação dos pais
  2. Medo
  3. Dificuldade de aprendizagem
  4. Hiperatividade
  5. Problemas de comportamento social
  6. Baixa autoestima
  7. Dificuldade de lidar com a frustração
  8. Distúrbios alimentares
  9. Distúrbios do sono
  10.  Uso abusivo das tecnologias

Para ler uma matéria completa com dicas para identificar se seu filho está sendo afetado por alguma dessas questões, clique aqui.

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