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Cerca de um quinto da população mundial se exercita abaixo do nível recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Segundo o estudo, divulgado nesta quarta-feira (5), a América Latina concentra o índice de pessoas nessa situação, atingindo 39,1% dos que vivem nesta parte do mundo. O Brasil é o primeiro colocado entre os países latino-americanos.

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Por aqui, a porcentagem é alarmante: quase metade (47%) dos brasileiros estão se exercitando pouco ou nada. Outros países que também estão com níveis muito altos são Costa Rica (46%), Argentina (41%) e Colômbia (36%). As nações latinoamericanas com índices melhores são Uruguai (22%), Chile (26%) e Equador (27%).

Considerando os sexos, uma em cada 3 mulheres afirmaram não se exercitar. Já entre os homens, o número é menor: 23%. O estudo levou em consideração a população acima dos 18 anos, em 168 países.

Especialistas da área da saúde consideram esse dado grave, uma vez que isso pode acarretar doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, demência e até mesmo alguns tipos de câncer. Segundo a OMS, o mínimo necessário é de 150 minutos de atividades físicas moderadas ou 75 minutos de atividades intensas, semanalmente. Caminhadas e subir escadas podem ser considerados exercícios moderados.

Tendência mundial

No mundo todo, as nações menos desenvolvidas tiveram um crescimento de 0,2 pontos percentuais no índice de sedentarismo. Contudo, a taxa nos países de alta foram ainda maiores, passando de 32% em 2001 para 37% em 2016.