Estilo de Vida

Com novo design, Chevrolet Cobalt decepciona no acabamento

Com a nova dianteira sem o jeitão de caminhão do modelo anterior e traseira elegante, há de se admitir que o Chevrolet Cobalt 2017 ficou mais bonito. No entanto, seu grande trunfo ainda é o espaço interno. Maior que os concorrentes diretos do segmento dos sedãs compactos, o veículo tem habitáculo apenas 8 centímetros menor que os grandões Honda Civic e Toyota Corolla. Isso sem contar o porta-malas de generosa capacidade de 563 litros. Mesmo assim, o acabamento espartano e a irritante transmissão automática são pontos negativos que devem ser levados em consideração antes da compra.

A reportagem do Auto Papo testou a versão Elite, mais completa e, por conseguinte, mais cara. Mesmo nessa configuração, o plástico duro está presente em todos os lugares do interior do sedã, exceto em uma pequena área próxima aos descansos de braço das portas. Falando nisso – sobretudo em um veículo com transmissão automática –, falta apoio para o braço direito do condutor. A anatomia dos assentos em couro sintético agrada, mas não há cinto de três pontos e encosto de cabeça para o passageiro central do banco traseiro.

No painel de instrumentos se destacam o velocímetro digital, o contador de giros analógico e o medidor de combustível. A ausência de medidor de temperatura do motor pode impedir que algum problema seja detectado antecipadamente e você pode ficar na beira da estrada quando a luz de superaquecimento acender de vez. Em termos ergonômicos, os comandos são de fácil acesso – exceto o acionamento dos retrovisores elétricos localizados próximos à coluna esquerda do para-brisa, muito distante para pessoas da baixa estatura.

 

Mais econômico

O econômico motor recebeu nota A/B no Programa de Etiquetagem Veicular do Inmetro; o que quer dizer que o Cobalt está entre os mais econômicos de sua categoria e próximo dos mais econômicos entre os demais veículos. A dinâmica é esperta, com muita agilidade na cidade e ligeira sobra de potência na estrada. O tratamento acústico do compartimento do motor proporciona agradável silêncio a bordo. Quem prefere abastecer com etanol, porém, não pode se esquecer de manter o “tanquinho” bem cheio. O três volumes ainda não conta com sistema de partida a frio.

A transmissão automática de seis velocidades é suave, rápida nas mudanças e bastante inteligente, com reduções automáticas quando o freio é acionado nas descidas. Destoando dos bons atributos citados, o acionamento manual das marchas gera desconforto, irritação e insegurança.

O condutor tem que acionar um gatilho na alavanca que permite a seleção da posição “manual” e, depois disso, achar em um minúsculo botão as regiões “+” e “-” para realizar as trocas. Fazer isso a tempo em uma emergência é tarefa hercúlea.

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