Estilo de Vida

Escolha o espumante ideal para as comemorações de fim de ano

Quem já está pensando nas comemorações de fim de ano e as delícias gastronômicas que vêm no pacote de Natal e Ano Novo provalmente lembrou do espumante.

Símbolo de celebração, a bebida que não pode faltar na hora do brinde é mais diversa e versátil do que se costuma achar. Feito a partir do vinho ou do suco de uva, o espumante pode sim acompanhar as refeições. E sua harmonização não é difícil, como explica Diego Juchnievski, enólogo e supervisor de vendas da importadora Porto a Porto.

“O espumante coringa, que vai bem tomado sozinho, do aperitivo, passando pela salada, até o prato principal é o brut. Entre os tipos de espumante mais consumidos no Brasil, ele é o menos doce e mais versátil”, explicou o enólogo, frisando que para a sobremesa, os tipos mais doces são os recomendados, como o Demi-sec e o Moscatel.

Além destas três, o espumante no Brasil ganha outras três classificações, o Nature (o menos doce dos seis), o Extrabrut (antes do Brut na escola da quantidade de açucar) e o Seco (que vem depois do Brut). Juchnievski lembra que o açúcar nos espumantes é sempre residual das uvas, nunca acrescentado.

 

Durante a ceia

Nas refeições de Natal e Ano Novo, as carnes brancas são tradicionalmente o carro-chefe da mesa. Chester, peru, leitão e peixes vão muito bem com o espumante ‘coringa’, como o enólogo Juchnievski chamou o tipo Brut.

Entre as sugestões, estão o Espumante Bairrada DOC Brut (Portugal), Veuve du Vernay Brut (da Borgonha, na França) e Espumante Nieto Senetiner Brut (da Argentina).

O mais comum é ver espumantes de coloração clara, mas também há espaço para o rosé, inclusive na mesa. O enólogo alerta, no entanto, que o espumante rosé brut combina com os pratos mais pesados, como as carnes brancas que apresentam mais gorgura.

“Assim como o Brut branco vai bem com o Peru, leitão e porco, por exemplo, o espumante rosé brut também combina, pois eles possuem uma acidez destacada que limpa o palato da gordura do prato”.

Para as carnes mais magras e pratos mais leves, como ostras, frutos do mar, peixes, comida oriental picante e comida japonesa, o Brut branco se mantém como melhor opção.

Do claro ao mais rosado,  Juchnievski lembra que a coloração sempre está envolvida com o tempo em que a casca da uva participa da fabricação do espumante. “A casca é a única parte da uva que dá a coloração ao vinho e espumante. Além disto, ela tem tem o papel de deixar a bebida mais intensa, estruturada, em função da presença do tanino”.

 

Brinde não é com champagne?

Nos últimos 10 anos, o consumo de espumantes cresceu entre 10% e 15%, contou Juchnievski. Mais gente consumindo, mais gente pesquisando. E é só dar uma boa olhada para descobrir que, na verdade, o champagne é um tipo de espumante.

“A gente tem um ditado: todo champagne é espumante, mas nem todo espumante é champagne”, brincou o enólogo.  Ele contou que a palavra champagne define um tipo de espumante produzido numa região da França que, por sinal, se chama Champagne.

É de lá também que surge um dos três métodos mais conhecidos de se produzir espumante, o champenoise, no qual a segunda fermentação acontece diretamente na garrafa, de vinho para espumante.

Na técnica Charmat, a transformção acontece em tanques de aço inox, onde o gás carbônico, das ‘bolinhas’, fica apreendido.  Já o método Asti produz a bebida em apenas uma fermentação. “O suco de uva é transformado diretamente em espumante”, explicou Juchnievski. 

 

Os espumantes podem ser encontrados aqui


espumante 

 

 

Tags

Últimas Notícias


Nós recomendamos