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Estilo de Vida
Estilo de Vida 22/04/2015

Falar sobre sexo ainda é tabu para pais e educadores

Adolescentes pensam dominar assunto, mas em geral sabem muito pouco, diz especilaista | Pixabay

Adolescentes pensam dominar assunto, mas em geral sabem muito pouco, diz especilaista | Pixabay

Educar para crescer logo educaçãoJá no título de seu livro publicado pela editora Saraiva, o psicólogo e sociólogo Antônio Carlos Egypto deixa clara sua mensagem. A obra “Sexo, prazeres e riscos” conversa com o leitor jovem sobre as questões da sexualidade de uma forma simples e direita, apresentando os dois lados do tema, a satisfação e as consequências associadas.

Ele acredita ser esse o melhor  caminho para tratar do assunto – ainda um tabu para pais e escolas. “Há muito mais coisa envolvida do que o simples prazer do ato em si”, afirma.

Idade ideal

A vida sexual começa cada vez mais cedo. Mas será que existe uma idade ideal para isso? De acordo com Antônio Carlos Egypto, varia muito o momento quando o jovem se sente preparado para este início. “Não tem a ver com a idade biológica; aos 14 anos o corpo está pronto, mas será que a cabeça está preparada?”

Os questionamentos são muitos, assegura Egypto. “Há muito mais coisa envolvida além do que o simples prazer do ato em si.” Além de dúvidas sobre casamento, filhos, relacionamento sério, é preciso reconhecer que, além do prazer, o sexo traz riscos inegáveis.

Conhecer o corpo

“É preciso conhecer o corpo e suas reações, entender sobre os métodos anticoncepcionais e as doenças sexualmente transmissíveis e avaliar se vale a pena se envolver tão cedo quando ainda não se tem domínio sobre o corpo e as emoções”, orienta o especialista.

Com fácil acesso à informação, adolescentes consideram que dominam o assunto, mas, segundo Egypto, não é bem assim. “Já realizei inúmeras palestras em escolas e, quando começamos a fazer perguntas, eles percebem que sabem muito pouco”, conta.

Para Egypto, a sexualidade deve ser abordada já na educação infantil. “Todas as etapas educacionais devem falar sobre o tema, inclusive de forma multidisciplinar.”

O pior é fazer de conta que a sexualidade não está lá, finaliza.