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Estilo de Vida
Estilo de Vida 22/04/2015

Cursos de moda estão em alta e atendem diferentes demandas

São Paulo Fashion Week  colocou o Brasil no circuito mundial de desfiles | Bruno Domingos/Reuters

São Paulo Fashion Week colocou o Brasil no circuito mundial de desfiles | Bruno Domingos/Reuters

A ousadia e a criatividade da moda brasileira começam a ganhar novos espaços para revelar suas formas. Se há três decadas não havia onde estudar, hoje são 200 escolas e faculdades em todo o Brasil, segundo a Abit (Associação Brasileira da Indústria Textil e de Confecção).

Quem busca capacitação para atuar nos vários segmentos pode encontrar  formação no nível técnico, ensino superior, em pós- -graduação, ou em algum dos cursos livres.

“Temos mais escolas do que a França”, diz Wagner Cavalheiro, professor da Etec José Rocha Mendes, localizada no bairro da Vila Prudente, em São Paulo.

“O aumento do interesse pelo estudo da moda está alinhado com  o crescimento do mercado, uma guinada que começa nos anos 1990, quando começaram a surgir jovens estilistas, alguns atuantes até hoje”, analisa Marcio Banfi, professor da graduação da Faculdade Santa Marcelina, onde foi criado, há 29 anos, o primeiro curso superior de moda no país.

Apesar da expansão, o que se vê é um mercado ávido por profissionais em várias áreas, diz o professor. “É um bom momento, sobretudo, para styling e produção de moda e modelagem.”

Leonardo Aquino criou uma grife de bolsas exclusivas | André Porto/Metro

Leonardo Aquino criou uma grife de bolsas exclusivas | André Porto/Metro

Cadeia produtiva se expande e se diversifica

Engana-se quem ainda acha que ficar costurando é coisa de mulher. Leonardo Aquino, 32, que o diga. Há anos ele não faz outra coisa. Apaixonado por moda e acessórios, ele decidiu criar uma grife de bolsas de couro sob medida.

Para isso, enfrentou  muitos desafios e não hesitou em arregaçar as mangas e se sentar à frente da máquina de costura. “Vivo disso hoje”, comemora. O rapaz é um exemplo de como a cadeia produtiva de moda se diversificou.

“Percebi que faltavam marcas com estilo autoral, peças que fossem moldadas para o cliente, e não o contrário. Atendo a um público que está carente do antigo alfaiate”, diz Aquino.

Segundo ele, tudo começou com um curso técnico de corte e costura no Senai voltado para acessórios. Depois foi só comprar uma máquina industrial, e começar a costurar.

“Me dedicava 24 horas, e as coisas foram acontecendo muito rápido; em menos de um mês costurando já comecei a produzir e vender”, conta.

Busca por profissionais aumenta

A moda é o setor que mais cresce no Brasil, e o segundo maior gerador do primeiro emprego no país, segundo dados da Abit. Os números revelam um cenário de expansão, com oportunidades em diversas áreas. “Há necessidades de profissionais com formações distintas”,  diz Iran Marcon, orientador de Educação Profissional do  Senac Canoas (Porto Alegre).

Segundo ele, muitos alunos de moda encontram a primeira oportunidade profissional no varejo. “Geralmente vão trabalhar como atendentes em lojas, ou com ‘visual merchandising’, que cuida de vitrines e da identidade visual da loja”.

Para se dar bem no mercado, ele recomenda uma formação multidisciplinar.  “É preciso ter uma visão mais geral do setor. Ainda que escolha uma área especifica, deve estar sintonizado com movimentos do mercado.”

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