Antes de viagem a Doha, Palmeiras ‘reserva’ encara Botafogo em casa

Por Wilson Dell’Isola - Metro

Com o título da Copa Libertadores da América, conquistado sábado (30), no Maracanã, diante do Santos, o Palmeiras assegurou sua vaga no Mundial de Clubes, que começa já nesta semana, com os jogos das quartas de final.

Na quinta-feira, às 11h (Brasília), Tigres (MEX) e Ulsan Hyundai (COR) jogam valendo uma vaga na semifinal, justamente contra o Verdão. A estreia palmeirense será no próximo domingo (7), às 15h. E é lá em Doha, no Qatar, palco do Mundial, que está a cabeça de toda a delegação e da torcida palmeirense.

QUER RECEBER A EDIÇÃO DIGITAL DO METRO JORNAL TODAS AS MANHÃS POR E-MAIL? É DE GRAÇA! BASTA SE INSCREVER AQUI.

Mas, graças ao calendário apertadíssimo, ainda há um compromisso pelo Campeonato Brasileiro a cumprir antes de pegar o avião para encarar as 15h de viagem. Nesta terça (2), às 16h, o campeão da América jogará contra o Botafogo, no Allianz Parque, em jogo válido pela 33ª rodada. Como o título nacional está praticamente descartado e o torneio internacional está logo ali, Abel Ferreira mandará a campo um time reserva. O jogo contra o São Paulo, na sexta-feira, foi adiado. Também a partida contra o Coritiba, na segunda-feira que vem.

Pudera. Para cumprir a maratona, o alviverde embarca para Doha amanhã mesmo, depois do jogo contra os cariocas.

Para entrar no país, entretanto, haverá um esquema especial de logística e cuidados sanitários. Por causa da pandemia, o Palmeiras e as demais equipes estrangeiras do torneio vão ter de cumprir uma série de requisitos. As delegações podem ter no máximo 55 integrantes e vão ter de dicar em uma “bolha”, sem ter contatos próximos com qualquer outra pessoa nem visitar qualquer outro local fora estádios, hotel e centro de treinamento. Passeios, visitas de outros convidados e eventos estão proibidos.

O que já é um “lucro”, uma vez que as delegações serão dispensados do protocolo especial do Qatar no controle do vírus. Caso isso não fosse aplicado, as delegações teriam de permanecer sete dias trancadas em um quarto de hotel sob monitoramento contínuo do Ministério da Saúde. Só depois disso os jogadores estariam liberados para sair, o que não caberia no calendário do Mundial.

Sem torcida

O mesmo, porém, não se aplica aos torcedores. Assim, não há tempo hábil para cumprir todos os protocolos exigidos pelo governo Qatariano até as partidas da equipe.

Além de todas as regras impostas para a entrada no país, também há algumas relacionadas especificamente ao Mundial. A organização liberou a venda de 30% da capacidade total dos estádios – cerca de 12 mil pessoas. Entretanto, as entradas só são vendidas para quem mora no Qatar. Assim, a energia da torcida palmeirense terá que continuar sendo emanada a distância.

Loading...
Revisa el siguiente artículo