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Morte de piloto da Indy justifica adoção de halo, diz Vettel

A morte do piloto britânico Justin Wilson, da Fórmula Indy, em 2015 é razão suficiente para adotar o sistema de proteção de cockpit conhecido como ‘halo’ na Fórmula 1, disse o líder do campeonato da modalidade, Sebastian Vettel, da Ferrari, nesta quinta-feira (27).

Wilson, ex-piloto de F-1, morreu depois de ser atingido na cabeça pelos destroços de outro carro enquanto competia na pista Pocono Raceway da Pensilvânia.

Falando no Grande Prêmio da Hungria, Vettel disse que o dispositivo – fixado em três pontos, incluindo um pilar central diante do piloto com um arco protetor sobre a cabeça – não é bonito. Mas as justificativas de segurança superam quaisquer objeções estéticas.

«Entendo por que as pessoas dizem que ele não combina com um carro de Fórmula 1», disse o piloto aos repórteres. «Mas, por outro lado, os tempos estão mudando e estamos seguindo em frente».

«Se oferecessem isso a Justin Wilson algum tempo atrás ele aceitaria, e todos nós estaríamos felizes de aceitá-lo para ajudar a salvar sua vida», continuou o alemão, um dos diretores da Associação de Pilotos de Grandes Prêmios. «Você não pode voltar no tempo, mas sabendo que existe algo que nos ajuda a salvar outros condutores seria ignorância e estupidez ignorar», concluiu.

Na semana passada, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou que o halo será adotado na próxima temporada por ser a melhor solução para um problema que vem assolando o esporte há anos.

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