Esporte

Demissão de investigadores do comitê de ética gera acusações contra presidente da Fifa

A Fifa não deu qualquer explicação para a demissão das duas maiores autoridades de seu comitê de ética, mas a medida está levando algumas pessoas a apontar o dedo para o presidente da federação internacional, Gianni Infantino. A decisão deixou inquietas pessoas que esperavam reformas na entidade que governa o futebol mundial.

A decisão da Fifa de não renovar o mandato do principal investigador do Comitê de Ética, Cornel Borbely, e de seu principal juiz de ética, Hans-Joachim Eckert — os homens que afastaram o ex-presidente da Fifa Joseph Blatter e o ex-presidente da Uefa Michel Platini do esporte — foi divulgada na reunião de terça-feira de seu conselho.

Nenhum dos membros do conselho teve tempo para explicar a ação à mídia ao sair da reunião, correndo para dentro de um ônibus que os levaria a um jantar em um hotel cinco estrelas na capital do Bahrein.

Ali alguns falaram informalmente sobre uma falha administrativa — os chefes do comitê de ética teriam esquecido de apresentar suas candidaturas—, enquanto outros insinuaram que a dupla é cara demais para a organização.

Também se falou que o comitê de ética é visto como muito «eurocêntrico»: Eckert é alemão e Borbely é suíço.

Estes argumentos, porém, foram descartados pela própria dupla quando ambos conversaram com a mídia nesta quarta-feira (10) em uma sala com vista para o local do Congresso da Fifa, que ocorre na quinta-feira.

Eles alertaram que a medida fará com que conhecimento e experiência valiosos sejam perdidos, já que seus substitutos, a investigadora colombiana Maria Claudia Rojas e o juiz grego Vassilios Skouris, terão que começar do zero em «várias centenas» de casos.

A lista de indicados da Fifa para os chefes do comitê também apontou a dispensa de Miguel Maduro, ex-ministro de governo de Portugal que liderava o Comitê de Governança, que teve um papel essencial nas reformas.

 

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