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Quatro meses após tragédia, Chape enfrenta Atlético Nacional pela Recopa

Às 19h15 desta terça-feira (4) a bola vai rolar na Arena Condá para um jogo histórico, emocionante. A Chapecoense, vencedora da Copa Sul-Americana, terá pela frente na Recopa – que reúne os dois campeões continentais – o Atlético Nacional de Medellín, atual detentor do título da Libertadores. A partida de volta acontece no dia 10 de maio, na Colômbia. Mas, independente do resultado, os dois sabem: ambos são campeões.

O time colombiano seria o adversário da Chape na final da Sul-Americana em novembro ano passado, quando o avião da LaMia caiu com a delegação na tragédia que matou 71 pessoas. O Atlético abriu mão da disputa e o título ficou com os catarinenses.

A sensibilidade dos colombianos, que no dia e horário que aconteceria a partida encheu o estádio Atanásio Girardot com flores e velas para rezar pelas vítimas, uniu brasileiros e colombianos. De maneira ainda mais forte, juntou a Chape com o Atlético, que se dizem irmãos.

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Se ainda havia dúvidas, ontem elas acabaram, quando a delegação do time de Medellín pousou em Chapecó para o confronto. O corpo de bombeiros, com caminhões-pipa, fez um portal com jatos d’água para receber o avião. A Chapecoense formou corredores com crianças e adolescentes portando bandeiras do clube colombiano e a prefeitura da cidade preparou medalhas. O jornalista Rafael Henzel, da Rádio Oeste, um dos seis sobreviventes da tragédia, foi o convidado para fazer a entrega, feita ao som de uma banda marcial. Os atletas e dirigentes seguiram para um ônibus, que foi acompanhado  por uma carreata até o hotel, onde mais torcedores da Chape aguardavam.

O Atlético Nacional divulgou nota de agradecimento em seu site oficial dedicada ao povo brasileiro: “As demonstrações de carinho ultrapassam o imaginado. Tivemos que fazer quatro viagens de avião para ter essa recepção. Com gosto nós faríamos a mesma viagem à pé para repetir isso. Nossa gratidão eterna.”

Apesar de toda comoção na cidade, o técnico da Chape, Vágner Mancini, quer que os seus jogadores se atentem apenas ao jogo e não percam a concentração: “Espero que diante de toda a festa, que os atletas estejam a parte, mantenham o foco, e desempenhem seu papel em campo.”

Alan Ruschel, Follmann e Neto, sobreviventes da tragédia, estarão no estádio. Ruschel, inclusive, fez ontem seu primeiro treino integrado com o grupo. Até então, o lateral treinava em separado.

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