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Time brasileiro de vôlei sentado aposta na experiência pelo ouro

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Mesmo sentado, Anderson Ribas consegue atingir até 1,90m com os braços esticados. Aos 37 anos e com 2,12 de altura, ele é uma das esperanças do time brasileiro de vôlei sentado de conquistar sua primeira medalha de ouro paralímpica na Rio 2016. Ao lado de Fred Doria, de 2m, e Levi Gomes, com 2,03m, ele forma o trio de gigantes do Brasil que conquistou o vice-campeonato mundial, há dois anos, e o título parapan-americano, no ano passado.

No Brasil, antes de integrar o movimento paralímpico, Anderson foi bicampeão da Superliga para atletas que não possuem deficiência. Com uma série de lesões, que limitou seu movimento nos joelhos, ele se enquadra na classificação funcional como atletas com “lesão mínima” (só um por equipe pode estar em quadra por vez). A inclusão de atletas altos que passaram pelo vôlei de quadra convencional é uma estratégia adotada pelo Brasil desde 2011. “O Brasil foi o primeiro no vôlei sentado a colocar dois mamutes em quadra: eu e o Levi. Mas vem um iraniano bem grande aí”, disse Anderson.

O iraniano é Morteza Mehrzad, com 2,44m de altura. Trata-se do homem mais alto do país. Aliás, o Irã tenta retomar a hegemonia na modalidade. Prata em Londres 2012, o país asiático chegou à final das últimas sete edições dos Jogos, com cinco ouros. A tradição vem do uso do vôlei sentado como terapia para ex-combatentes da guerra contra o Iraque.

Locomoção reduzida

Uma das regras principais do esporte é que os atletas não podem bater na bola sem estar em contato com o solo. Se o tamanho ajuda na rede, os gigantes têm dificuldades nos deslocamentos em quadra.

“É complicado. Por a gente ter as duas pernas e ser grande, a mobilidade em quadra não é fácil”, explica Anderson.

Dirigido por Fernando Guimarães, irmão de José Roberto Guimarães, o Brasil faz sua estreia na Paralimpíada amanhã, às 10h, no Pavilhão 6 do Riocentro.

Durante a aclimatação da equipe no Centro de Treinamento de São Paulo, o time recebeu a visita de Serginho, medalha de ouro na Olimpíada. “Ele é um cara sensacional. Só passou boa energia”, lembrou Anderson.

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