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Esporte 22/04/2015

São Paulo vence o Corinthians e vai às oitavas da Libertadores

Luis Fabiano comemora o seu gol pelo São Paulo | Thiago Bernardes/Frame/Folhapress

Luis Fabiano comemora o seu gol pelo São Paulo | Thiago Bernardes/Frame/Folhapress

A noite de quarta-feira serviu para o São Paulo exorcizar seus demônios. Com apenas uma vitória por 2 a 0, o Tricolor acabou com a invencibilidade de 26 jogos do Corinthians, encerrou um tabu de oito anos contra o rival no Morumbi, garantiu vaga na próxima fase da Libertadores e ainda fez as pazes com os pouco mais de 20 mil torcedores presentes no estádio.

Apesar da derrota, o Corinthians ainda manteve a liderança do Grupo 2, com 13 pontos. O São Paulo chegou a 12 e afastou qualquer possibilidade de ser ultrapassado pelo San Lorenzo-ARG, que nem fez sua parte ao empatar sem gols com o Danubio-URU. Na próxima fase, o Timão enfrenta o Guaraní-PAR, enquanto o São Paulo pega o Cruzeiro.

Milton Cruz optou por manter o esquema tático das últimas rodadas, com três volantes, Michel Bastos e Ganso na armação e apenas um jogador isolado, Luis Fabiano, já que Pato não pôde atuar. Tite havia divulgado na véspera da partida que seguiria com o 4-1-4-1, com Vagner Love na frente.

A estratégia do Tricolor seguiu a mesma, mas houve algo que mudou drasticamente em relação às últimas partidas: a disposição. Desde o minuto inicial o São Paulo tomou a iniciativa do jogo. E quando a bola não estava no pé, os atletas corriam, marcavam, mordiam. O Corinthians, como era de se esperar devido à situação confortável na competição, optou por esperar e sair no contra-ataque.

A primeira chance de gol da partida aconteceu logo no minuto inicial. Em cobrança de falta da esquerda, Michel Bastos colocou na área e Dória cabeceou ao lado esquerdo do gol de Cássio. O Corinthians respondeu com a mesma arma. Aos 10, em um contragolpe encaixado durante a pressão tricolor, Fagner sofreu falta, Jadson cruzou e Felipe mandou à direita de Rogério Ceni.

O São Paulo ainda voltou a ameaçar o gol alvinegro aos 15 – em cabeceio de Luis Fabiano que surgiu numa jogada na raça do próprio centroavante – antes de a partida mudar completamente três minutos depois.

Emerson Sheik pediu falta de Rafael Tolói e colocou a mão na bola. Sandro Meira Ricci apontou infração do corintiano. Irritado, o camisa 11 esperou a cobrança e deu um trança-pé quando o zagueiro são-paulino se adiantava. O árbitro viu e puniu a infantil agressão do alvinegro com o cartão vermelho.

A expulsão desmontou o Corinthians, que se perdeu em campo. Ninguém aparecia para ajudar Love, a lateral ofensiva esquerda ficou vazia e a manutenção da posse de bola se tornou impossível. Do outro lado, o São Paulo soube aproveitar a superioridade e montou acampamento no campo de ataque.

Aos 28, Hudson, o volante que mais se apresentou para o jogo, tentou uma meia-bicicleta que deu errado. Aos 31, após tabelinha com Michel Bastos, Reinaldo foi ao fundo e cruzou. Hudson voltou a pegar mal na bola, mas a sobra ficou com Luis Fabiano, que bateu no cantinho e abriu o placar.

A pressão tricolor voltou a render frutos aos 38. Michel Bastos, o melhor do primeiro tempo, arriscou da entrada da área e acertou o canto de Cássio, que caiu na bola e não conseguiu alcançá-la.

Tite precisava fazer algo para a etapa complementar e optou por sacar Vagner Love para a entrada de Mendoza. Com o colombiano aberto, o treinador tentou voltar a levar perigo pela esquerda, enquanto Renato Augusto era o encarregado de buscar o jogo e aparecer centralizado no ataque.

Só que tudo que Tite havia pensado no intervalo foi por água abaixo aos oito minutos. Em disputa pelo lado direito do ataque são-paulino, Luis Fabiano se enroscou com Mendoza. Com o adversário em cima, o colombiano soltou o braço para trás. Fabuloso fingiu ter sido acertado no rosto e foi ao chão. Sandro Meira Ricci puniu o tricolor com o segundo amarelo e o alvinegro, com o vermelho direto.

Com nove atletas em campo e desgastado, só restou ao Corinthians se defender e tentar segurar o placar. Já o São Paulo partiu para cima e tentou aplicar um revés ainda mais incômodo ao seu maior rival.

Aos 15, Denilson entrou sozinho na área e carimbou a trave. Na sequência, o Tricolor chegou a estufar a rede, mas o auxiliar assinalou impedimento de Ganso. Com o passar o tempo, o São Paulo também se mostrou satisfeito com o resultado e, aos gritos de olé, passou a preservar o triunfo que garantiu a classificação à próxima fase.