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Esporte 19/04/2015

Nos pênaltis, Palmeiras elimina o Corinthians e vai à final

Victor (à esq.) comemora o primeiro gol do Palmeiras | Renato Silvestre/Folhapress

Victor (à esq.) comemora o primeiro gol do Palmeiras | Renato Silvestre/Folhapress

O Palmeiras está classificado para a decisão do Campeonato Paulista. Em um clássico tenso e muito equilibrado, o alviverde venceu o Corinthians na disputa de pênaltis por 6 a 5 depois do empate por 2 a 2 no tempo normal. O Timão se despede do Paulistão de forma invicta, enquanto o Verdão volta a decidir o estadual depois de 7 anos. Com duas defesas, Fernando Prass decidiu e foi o heroi do Dérbi na Arena Corinthians.

O Corinthians entrou em campo sem Elias e Renato Augusto, poupados. Já o Palmeiras não tinha Zé Roberto, fora por lesão, mas contava com Valdivia entre os titulares. A primeira grande chance do clássico foi do Corinthians. Aos 6 minutos, Jadson deu belo passe para Fagner, que cruzou na medida para Mendoza. Sem marcação, o colombiano pegou de primeiras, mas a bola desviou na zaga e foi para a linha de fundo.

A resposta do Palmeiras veio aos 13 minutos. Após cobrança de escanteio de Robinho, Victor Ramos ficou com a sobra na pequena área em lance confuso e encheu o pé, sem chances para Cássio: 1 a 0.

Depois de abrir o placar, o Palmeiras passou a priorizar a marcação e tentava sair nos contra-ataques, principalmente com Dudu. Com o ataque reserva, o Corinthians encontrava dificuldades na criação das jogadas, mas encontrava espaço nas costas de Wellington, zagueiro improvisado na lateral-esquerda.

Aos 33, a bola parada foi decisiva mais uma vez, desta vez pelo lado alvinegro e com um jogador acostumado a brilhar em jogos importantes. Jadson cobrou falta na área e Danilo subiu sozinho para cabecear e deixar tudo igual. Foi o 30º gol do meia com a camisa do Corinthians, o 11º em clássicos.

O empate esquentou o dérbi e deu força para o Corinthians buscar a virada ainda no primeiro tempo. Mendoza carregou sozinho na intermediária e arriscou um lindo chute cruzado que entrou no canto esquerdo de Fernando Prass: 2 a 1.

Na volta do intervalo, Lucas saiu com dores e deu lugar a Cleiton Xavier, com Robinho passando para a lateral direita. O Palmeiras passou a dominar a posse de bola e trocava passes um busca de espaço na entrada da área, mas só conseguiu ameaçar o gol de Cássio aos 15 minutos.

Dudu recebeu em posição legal e tocou no canto esquerdo. Cássio desviou em grande defesa e a bola ainda bateu na trava antes da zaga afastar o perigo.

Já com Elias e Renato Augusto em campo, o Corinthians respondia no contra-ataque e por pouco não ampliou com Mendoza. Após lindo drible que deixou Victor Ramos no chão, o colombiano demorou para finalizar e permitir a recuperação da zaga.

Aos 20, quase Vagner Love deixou o dele contra ex-clube. Fagner cruzou na medida e o atacante cabeceou. Prass fez linda defesa e mandou para escanteio.

Precisando pelo menos do empate para levar a decisão para a disputa dos pênaltis, Oswaldo de Oliveira mexeu na equipe aos 25. Entraram Gabriel Jesus e Kelvin para as saídas de Wellington e Valdivia, que não respondeu ao cumprimento do treinador na saída do gramado.

Mesmo sem o camisa 10 em campo, o Palmeiras chegou à igualdade aos 30 minutos. Dudu cruzou e Rafael Marques apareceu por trás da zaga para cabecear e fazer 2 a 2 em Itaquera.

Na reta final da partida, as duas equipes sentiram o desgaste, pouco arriscaram e a disputa da vaga ficou para os pênaltis.

Na primeira cobrança, Robinho encheu o pé e isolou pra longe. Já Fábio Santos acertou a cobrança com direito a toque na trave antes de a bola entrar e colocou o Corinthians em vantagem.

Na sequência, Rafael Marques fez o primeiro do Palmeiras e Renato Augusto manteve o Corinthians na frente. Na terceira série, Victor Ramos converteu e Fágner também: 3 a 2.

Na quarta cobrança, Cleiton Xavier marcou e deixou o Palmeiras na briga, mas Ralf também guardou: 4 a 3. Na última série, Dudu fez 4 a 4. Elias teve a chance de garantir a classificação, mas parou em Fernando Prass e a disputa foi para as cobranças alternadas.

Kelvin, em seu primeiro jogo pelo Palmeiras, colocou a equipe pela primeira vez na frente: 5 a 4. Gil foi pra bola com a obrigação de marcar, e acertou uma bela cobrança mesmo com um escorregão. Jackson fez Palmeiras 6 a 5, mas Fernando Prass brilhou de novo, defendeu a cobrança nos Petros e garantiu o Palmeiras na decisão depois de 7 anos.