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Esporte 18/04/2015

De olho em Roland Garros, Bellucci vê evolução após Miami

Bellucci jogará o torneio de Roland Garros pela sétima vez | Divulgação/Facebook

Bellucci jogará o torneio de Roland Garros pela sétima vez | Divulgação/Facebook

O começo de ano de Thomaz Bellucci ficou bem abaixo do esperado, mas o bom desempenho na Masters 1000 de Miami deixou o brasileiro mais confiante para a sequência europeia de saibro que terminará em Roland Garros, que terá transmissão exclusiva do Bandsports a partir do dia 24 de maio.

Após cinco eliminações seguidas em estreias e duas derrotas no duelo contra a Argentina pela Copa Davis, o paulista ganhou duas partidas em Miami, caindo na terceira rodada diante de Alexander Dolgopolov. Em entrevista exclusiva ao Bandsports, Bellucci disse que melhorou o nível de jogo.

“Estou encontrando meu melhor jogo. Comecei o ano não jogando bem e demorei pra subir de nível. No ultimo torneio, demonstrei uma evolução muito grande em relação aos primeiros, estou subindo meu nível. Agora a expectativa é grande para os torneios que virão no saibro, que são os que eu mais gosto de jogar”, afirmou.

Na última quarta-feira, o canhoto de Tietê embarcou para a Europa, onde jogará os torneios de Barcelona, Istambul, Madri, Roma e Genebra antes de iniciar sua sétima participação em Paris, torneio pelo qual Bellucci tem um carinho especial.

“Hoje em dia, Roland Garros é o torneio em que eu me sinto mais confortável e gosto. Já fiz oitavas de final, ganhei jogos. Vou com bastante confiança e expectativa de que eu encaixe boas partidas”, afirmou.

Bellucci vê Djoko, Nadal e Federer como favoritos

Apesar de apontar algumas possíveis surpresas para o torneio masculino, o brasileiro disse que o título não deve escapr de Nadal, Djokovic ou Federer.

“Acho que o título não deve fugir de Federer, Djokovic e Nadal, fica entre os três. Mas outros podem surpreender, como Wawrinka e o Murray”.

Já no torneio feminino, Bellucci tem uma favorita clara: Serena Williams.

“A Serena é a jogadora a ser batida. Pelo que eu tenho visto, ela é muito superior às demais jogadoras. O favoritismo dela no feminino é maior que o de Djoko, Nadal e Federer no masculino”, completou.

O tenista número 75 do ranking mundial também falou sobre a parceria com João Zwetsch, a relação com o compatriota João Souza, o “Feijão” e as comparações com Gustavo Kuerten, tricampeão de Roland Garros. Confira a entrevista na íntegra e o infográfico:

 

Bandsports: Após resultados ruins no começo do ano e melhora em Miami, como você analisa seu atual momento?

Thomaz Bellucci: Estou encontrando meu melhor jogo. Comecei o ano não jogando bem e demorei pra subir de nível. No ultimo torneio, demonstrei uma evolução muito grande em relação aos primeiros, estou subindo meu nível. Agora a expectativa é grande para os torneios que virão no saibro, que são os que eu mais gosto de jogar

 

Bandsports: E a parceria com o João Zwetsch?

Bellucci: Vamos juntos até o fim do ano. Tenho muito carinho por ele, trabalhamos juntos em 2009 e 2010, além de todos esses anos na Copa Davis. Estamos colhendo os frutos do trabalho que fizemos no começo do ano, fizemos poucos jogos e treinamos bastante. Estou conseguindo me encontrar melhor em quadra, acho que isso vai surgir efeito nos próximos torneios. Espero que eu consiga bons resultados na Europa.

 

Bandsports: Será sua sétima participação em Roland Garros. Você tem algum sentimento especial pelo torneio?

Bellucci: Hoje em dia, Roland Garros é o torneio em que eu me sinto mais confortável e gosto. Já fiz oitavas de final, ganhei jogos. Vou com bastante confiança e expectativa de que eu encaixe boas partidas

 

Bandsports: Além da experiência, o que mudou do Bellucci de 2008, em sua primeira participação, para o atual?

Bellucci: Hoje em dia sou muito mais maduro do que da primeira vez. Em 2008, estava começando no circuito, era muito cru, não tinha experiência em torneios grandes, mas fiz um jogo até bom contra o Nadal. Hoje em dia sou mais experiente e conheço melhor o circuito. Já devo ter enfrentado 90% dos jogadores que estão na chave principal, e isso é importante. Qualquer situação que eu encontrar no jogo, terei uma memória de como resolver.

 

Bandsports: Qual foi sua melhor participação?

Bellucci: O ano em que eu melhor joguei foi 2010. Ganhei três jogos e perdi para o Nadal nas oitavas. É o ano que eu me lembro com mais carinho porque joguei muito bem. Tive um jogo delicado com o Andujar, foi um ano especial.

 

Bandsports: Em 2014, você acabou eliminado de forma precoce pelo Fognini (relembre aqui), que era um dos cabeças de chave. Apesar disso, é melhor pegar um tenista top logo no começo?

Bellucci: Depende contra quem você joga. Hoje em dia, muitos jogadores vão bem em todos os pisos, mas dependendo da chave, posso enfrentar caras de ranking  melhor que não estão muito acostumados a jogar no saibro. O ideal é pegar pedreiras na frente, mas se enfrentar no começo, tem uma  boa chance de ganhar, porque o torneio está só começando, com tenistas sem ritmo. Depende muito do momento.

 

Bandsports: Você já enfrentou o Nadal duas vezes em Roland Garros e também já jogou contra ele em outras ocasiões. Porque é tão diferente confrontá-lo no saibro de Paris?

Bellucci: É um torneio que ele já ganhou nove vezes e entra confiante. É uma situação diferente saber que ele venceu em tantas oportunidades e perdeu apenas uma. Além disso, é mais difícil ganhar do Nadal em cinco sets do que em três. É um lugar especial e ele joga melhor lá contra qualquer um, seja Federer ou Djokovic. É o lugar mais difícil para batê-lo, sem dúvida.

 

Bandsports: Pelo histórico, o Nadal entra como favorito ou o momento do Djokovic fará a diferença?

Bellucci: Depende um pouco dos torneios que virão, como o Nadal jogará Madri e Roma. O Djokovic nitidamente está melhor, mas se o Nadal fizer boa campanha nos próximos torneios de saibro, ele se torna favorito.

 

Bandsports: Na sua opinião, quem pode surpreender em Roland Garros?

Bellucci: Tem alguns jogadores novos surgindo, é difícil falar, porque eles podem de uma semana para outra fazer um bom resultado,  como o Kyrgios fez em Wimbledon no ano passado. Existem bons jogadores que estão começando a jogar bem, são novos, e de uma hora pra outra podem explodir, mas acho que o título não deve fugir de Federer, Djokovic e Nadal, fica entre os três. Mas outros podem surpreender, como Wawrinka e o Murray.

 

Bandsports: E no torneio feminino?

Bellucci: A Serena é a jogadora a ser batida. Pelo que eu tenho visto, ela é muito superior às demais jogadoras. O favoritismo dela no feminino é maior que o de Djoko, Nadal e Federer no masculino.

 

Bandsports: O torneio de Roland Garros é muito especial para os brasileiros por conta do sucesso do Guga. Você sente alguma pressão por, de certa forma, carregar o “peso” de substituí-lo?

Bellucci: No começo da carreira minha carreira isso era mais presente. Hoje em dia, não existe muito. Todos sabem que o Guga foi um grande jogador, não conquistei nem um pouco do que ele conquistou, ele foi muito competitivo, número um do mundo. No começo da minha carreira, as pessoas visualizavam e achavam que eu ia chegar ao que ele é, mas hoje todos sabem quem foi o Guga e quem é o Thomaz. Acho que é até uma injustiça essa comparação.

 

Bandsports: Muito tem se falado de uma rivalidade sua com o Feijão. Como é a sua relação com ele?

Bellucci: Não tem rivalidade nenhuma, nem disputa de ranking. Somos amigos dentro e fora da quadra. Torço muito pelo Feijão, esse ano e o ano passado foram muito importantes pra ele, amadureceu bastante e é um novo jogador dentro de quadra, tem um plano de jogo muito melhor do que tinha há alguns anos. Espero que  ele faça bons torneios, porque isso é importante para ele se firmar entre os 100. Não temos rivalidade nenhuma, treinamos junto no Rio, e um torce pelo outro.