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Esporte 17/04/2015

De olho no Mundial na Rússia, Cesar Cielo diz que precisa melhorar

Cielo vai priorizar o Mundial de Kazan, na Rússia | Paulo Campos/Folhapress

Cielo vai priorizar o Mundial de Kazan, na Rússia | Paulo Campos/Folhapress

Em 2008, Cesar Cielo fez história na Olimpíada de Pequim. Após ficar com o bronze nos 100m livres, o nadador levou o ouro nos 50m livres, trazendo uma medalha inédita para o Brasil. Após a conquista, o atleta se tornou o grande nome brasileiro nas piscinas.

Contudo, no Troféu Maria Lenk deste ano, disputado na semana passada, na piscina do Fluminense, nas Laranjeiras, Cielo não conseguiu ter o rendimento esperado. Nas provas individuais, o nadador terminou a competição com três medalhas de prata: nos 50m, nos 100m livres e nos 50m borboleta. Para ele, é preciso melhorar para o Mundial de Kazan, na Rússia, em agosto. O atleta fala sobre os preparativos para as futuras competições e sobre a chegada do primeiro filho.

Como você avalia os seus resultados no Maria Lenk?
Eu já nadei bem mais rápido que isso. É preciso melhorar. Eu vim para essa competição para me desafiar. Gostei dos 50m borboleta, mas queria um pouquinho mais nos 100m livres. Já nos 50m livres é que eu mais deixei a desejar. Mas foi uma semana bem cansativa. No fim das contas, foi uma competição boa para treinar. Eu preciso chegar no Mundial como eu estava em 2013 e 2014. Mas o importante era garantir a vaga para Kazan.

Como você analisa a preparação dos atletas brasileiros para o Mundial?
No Mundial, é preciso vir bem melhor. Não podemos nadar assim, como no Troféu Maria Lenk. Se nós [brasileiros] nadarmos assim, estaremos em perigo. Tivemos grandes resultados individuais, mas, como um todo, precisamos dar um passo maior. Temos que chegar melhor nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial, para chegar no ano olímpico com mais confiança e motivação. De maneira geral, saímos dessa competição sabendo que, para o Mundial, precisamos nadar um pouco melhor do que nadamos aqui.

Quando você termina uma prova, você consegue ter noção do seu tempo?
Normalmente, a gente tem uma noção do tempo quando toca na borda. É difícil ficar surpreso com o tempo, seja ele muito bom ou muito ruim. Normalmente, temos uma ideia.

Por que você optou pela disputa do Mundial e não pelos Jogos Pan-Americanos do Canadá, em julho?
As competições são muito próximas e eu vou apenas para a competição na Rússia. Mundial é Mundial. No Pan-Americano nós não temos vários países fortes, como os da Oceania, Europa, Ásia e África. A Olimpíada, olhando de forma mais simples, é uma competição que reúne diversos mundiais ao mesmo tempo. Por isso, o cenário de Kazan é o que vamos tirar de aprendizado para o ano que vem.

Você acredita que o Brasil pode ter um bom desempenho nos Jogos Pan-Americanos?
O Brasil tem grandes nadadores, principalmente nos 100m e 50m livres. O país será bem representado nos Jogos do Canadá. E no Mundial nós vamos com tudo, com força máxima.

Mesmo sem participar da edição deste ano, você considera o Pan-Americano importante?
Cada competição é um degrau. Para muitos, o Pan-Americano pode ser o título da carreira. Além disso, é um bom preparativo para a Olimpíada, pois tem situações semelhantes, como a vila olímpica. Espero que o pessoal saia dessa disputa com bastante experiência, para que em 2016 possamos chegar bem preparados para os Jogos do Rio.

Como é a sensação de ser pai pela primeira vez?
Coração está feliz. Estou supercontente e minha família também. Estamos bem felizes com essa notícia.