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Esporte 13/04/2015

‘Não tem rivalidade’, diz Bruno Fratus sobre César Cielo

Bruno Fratus bateu Cielo e foi ouro no Maria Lenk |

Bruno Fratus bateu Cielo e foi ouro no Maria Lenk | Quinn Rooney/Getty Images

Ficar a apenas dois centésimos de uma medalha olímpica. Essa foi a sensação vivida pelo nadador Bruno Fratus nos Jogos de Londres, em 2012. O atleta, que faz parte da equipe do Pinheiros, chegou em quarto lugar nos 50m livres, logo atrás do também brasileiro Cesar Cielo, que levou o bronze. Quase três anos depois, o atleta deu o troco na mesma prova e conquistou o ouro no troféu Maria Lenk, disputado na piscina do Fluminense, nas Laranjeiras na semana passada, deixando Cielo com a prata. Fratus comenta a vitória e a relação com Cielo.

Como você se preparou para essa competição?
Foi a primeira vez na carreira que eu não descansei e que eu não fiz polimento para um Troféu Maria Lenk. Eu vim de cabeça bastante aberta, não sabia o que podia acontecer.

Como você avalia essa prova que lhe deu o ouro?
Fiquei contente com o que vi no placar. Já nadei mais rápido, mas não estava descansado dessa vez. O objetivo aqui era assegurar minha vaga no Mundial, e nadar na casa dos 21 segundos. Foi o objetivo estabelecido para as últimas competições. Nem sempre é possível, por ser uma tarefa difícil. Mas ter feito isso duas vezes ao dia, e, de tarde, sendo 20 centésimos mais rápido, foi bem legal.

Você acha que existe uma rivalidade com o Cielo?
Não tem briga com ele. É natural que eu queira bater na frente dele e ele na minha frente, assim como se fosse um nadador francês, americano, chinês ou australiano. O melhor que podemos fazer é evoluirmos juntos. E é o que acredito que tem acontecido. Nunca houve nenhuma falta de respeito ou rivalidade mais forte. É tudo dentro da água. Ficamos felizes com o resultado do outro. Crescer junto é o caminho para chegar ao topo forte e trazer medalhas para o Brasil.

O quarto lugar em Londres, muito próximo do bronze, ainda te incomoda?
Em 2012, incomodou um pouco naquele tempo logo depois dos Jogos. Mas hoje faz parte de algo que analisei, aprendi e coloquei na gaveta da memória. Algo que hoje me faz ter certeza de onde eu estou indo.

Você passou por uma cirurgia em 2013. Você se sente bem fisicamente agora e melhor do que naquele período?
Me vejo bem melhor agora. Tenho trabalhado mais forte, tenho sido mais maduro e estou tomando decisões mais conscientes. Me machuquei por uma decisão infeliz de fazer coisas que passavam do meu limite físico e de técnica. Mas hoje estou bem melhor.

Neste ano, o Troféu Maria Lenk foi realizado na piscina do Fluminense. Como você avalia essa estrutura?
Não vou mentir: não é perfeita. Para um país que será sede da próxima Olimpíada, ainda deixa um pouco a desejar em termos de estruturas físicas. Mas a comissão técnica está fazendo o melhor possível, assim como o pessoal da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), do Pinheiros e do Comitê Olímpico. O pessoal está trabalhando para fornecer a melhor condição. Não é o ideal, mas, em relação ao que era anos atrás, está muito melhor e evoluindo.

Na próxima edição do Troféu, no ano que vem, é importante que o torneio já seja disputado na piscina olímpica?
Neste ano não era tão importante, mas no ano que vem isso é indispensável. Tem que ser na piscina olímpica, visando a preparação para os Jogos.