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‘Thor: Amor e Trovão’ tenta “ressuscitar” Homem de Ferro no deus nórdico

Quarto filme do deus do trovão da Marvel busca clima do primeiro longa de Tony Stark

Um protagonista extremamente confiante, muitas piadas - muitas mesmo! - e bastante rock ‘n roll na trilha sonora. Este é “Thor: Amor e Trovão”, mas a breve descrição poderia se encaixar também no primeiro filme do Homem de Ferro, de 2008.

A comparação com o longa lançado quase 15 anos atrás não é à toa. Desde os eventos de “Vingadores: Ultimato” (2019), a Marvel dos cinemas carece de um líder, outrora concentrado na figura de Tony Stark. Do trio principal formado por Homem de Ferro, Capitão América e Thor, restou apenas o deus do trovão, que cada vez mais se parece que o “gênio, bilionário, playboy, filantropo” - guardadas as devidas proporções.

Contudo, diferentemente do passado, em que os filmes solos faziam o caminho para as “reuniões” na linha “Vingadores”, hoje não se sabe quando exatamente haverá um novo encontro dos heróis que sobraram, apesar de toda a popularidade de Homem-Aranha, Doutor Estranho e companhia.

Apesar da Fase 4 da Marvel ser povoada de filmes que preparam o terreno para ainda-não-sabemos-onde, o novo filme de Thor conta uma história fechada em si mesmo. Até mesmo as cenas pós-créditos são referências dentro do próprio universo do herói, sem saltar para os outros personagens do estúdio. Ou seja: não é preciso assistir outros 30 filmes para entender o que acontece neste.

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“Thor: Amor e Trovão” mostra o deus nórdico (Chris Hemsworth) tendo sua aposentadoria com os Guardiões da Galáxia interrompida para ajudar no combate a Gorr, o Carniceiro dos Deuses (Christian Bale). Ele conta com a ajuda de Korg (Taika Waititi), Rei Valquíria (Tessa Thompson) e, para sua surpresa, sua ex-namorada Jane Foster (Natalie Portman), que empunha seu martelo mágico outrora destruído, Mjolnir, se tornando a Poderosa Thor.

Quem gostou de “Thor: Ragnarok”, certamente vai gostar desse também. Reconhecido pelos fãs como o filme que deu o frescor de humor necessário ao até então austero personagem em seus filmes solo, o diretor Taika Waititi se mostra ainda mais livre para brincar com o lado piadista, colorido e rockeiro de Thor. A trilha sonora é recheada de faixas da banda Guns N’ Roses - mas também conta com intervenções de Ciara a até mesmo de Enya. Ele também aproveita para introduzir novos elementos dos quadrinhos que até então não tinham aparecido nos cinemas, como a dupla de bodes que conduz sua carruagem.

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Waititi traz de volta Jane Foster, ignorada no seu filme anterior. A personagem retorna com uma boa motivação, mas sem explicação alguma de como ela conseguiu chegar em Nova Asgard. A Poderosa Thor de Natalie Portman é, com certeza, um dos grandes acertos do filme por seu carisma - e sua heroína também se revela uma adepta do mesmo tipo de humor do ex.

Outro ponto alto do filme é o vilão construído por Christian Bale. O ator de “Batman Begins” apresenta o antagonista mais intimidador da franquia solo de Thor - um alívio para quem reclamou da vilã de Cate Blanchett. Contudo, conforme o filme avança, a sensação é que ele vai perdendo profundidade na história e, no fim, ele também é derrotado pelos “argumentos do amor”, tal qual a principal heroína da editora ao lado.

Vale destacar também que este é o filme mais LGBTQIA+ da Marvel até aqui: Korg fala abertamente sobre sua relação com “seu pai e seu outro pai”, além de terminar o filme com outro kronan masculino - uma espécie de alien. Valquíria, mesmo sendo mulher, mantém o título de Rei de Asgard - e não de rainha - e ainda brinca com a ideia de “tanto faz” numa especulação entre ter que escolher entre Thor e a Poderosa Thor.

“Thor: Amor e Trovão” chega aos cinemas no dia 7 de julho. Assista ao trailer:

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