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Sertanejo Conrado deixa a UTI um mês após acidente que matou cantor Aleksandro

Ele e outro músico seguem tratamento em enfermaria; outras cinco pessoas morreram

Um mês após o acidente de ônibus que matou o cantor Aleksandro e mais cinco pessoas, o sertanejo Conrado deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Registro, no interior de São Paulo. De acordo com boletim médico, divulgado na terça-feira (7), ele segue sua recuperação em um leito de enfermaria.

Além de Conrado, o músico Julio Cesar Bigoli Lopes, que também está internado e se recupera de lesões do acidente, também foi transferido para o tratamento na enfermaria.

“Hoje [terça-feira] nossos guerreiros deram mais um passo importante na recuperação. No fim da tarde de hoje, após a emissão do boletim oficial, ambos já deixaram a UTI e seguiram para o tratamento na enfermaria, como já programado pela equipe médica. Pedimos a todos que continuem em corrente de oração para que em breve ambos possam se recuperar em casa”, diz o comunicado divulgado pela assessoria da dupla.

O acidente que feriu Conrado e matou o cantor Aleksandro ocorreu no dia 7 de maio, na altura do km 402 da rodovia Régis Bittencourt. Os sertanejos voltavam de um show em Tijucas do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), e seguiam para São Pedro. No entanto, o ônibus no qual viajavam tombou depois que o pneu dianteiro estourou.

Segundo a assessoria de imprensa da dupla sertaneja, as outras vítimas fatais do acidente são os músicos Wisley Aliston Roberto Novais, Marzio Allan Anibal e Roger Aleixo Calgnoto, além do roadie Giovani Gabriel Lopes dos Santos e o técnico de luz Gabriel Fukuda.

Investigação

A Polícia Civil continua a investigação sobre o acidente de ônibus. Novas imagens de câmeras de segurança mostram o ônibus circulando pela Rodovia Regis Bittencourt, quilômetros antes do local onde tombou, na altura de Miracatu, no interior de São Paulo.

O delegado Carlos Eduardo Vieira Ceroni, responsável pelas investigações, disse em entrevista à TV Tribuna, emissora afiliada à Rede Globo, que são analisadas imagens de cerca de 50 quilômetros da rodovia, que mostram dados da velocidade que o ônibus seguia.

“Com essas análises, em conjunto com os laudos policiais e depoimentos colhidos, chegaremos a uma conclusão para o relatório final do inquérito”, explicou Ceroni, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Registro (SP).

No total, 13 testemunhas já prestaram depoimento à Polícia Civil sobre o acidente. Entre elas está o homem que filmou o ônibus da dupla momentos antes de tombar, cujas imagens viralizaram nas redes sociais.

“O depoimento dele foi importante porque esclareceu, primeiro, que realmente foi gravado no dia dos fatos, uma dúvida que existia. Ele também trouxe elementos novos sobre a velocidade que o veículo empreendeu no trecho anterior [onde o conteúdo foi gravado] e no local do acidente”, completou o delegado.

Ceroni diz que ainda pretende ouvir o cantor Conrado e o músico Julio Cesar Bigoli.

Motorista nega alta velocidade

O motorista Valdoir Euripedes da Silva, que conduzia o ônibus da dupla, falou sobre o acidente sofrido no último dia 7 de maio. “Eu sei que eu não tenho culpa. Não tenho culpa porque o pneu explodiu e eu perdi a direção”, afirmou ele em entrevista ao “Domingo Espetacular”, da RecordTV.

De acordo com Valdoir, o para-choque do veículo se soltou devido a um desnível na estrada, e isso teria rasgado um dos pneus, ocasionando o acidente.

“Ele (pneu) explodiu mesmo. Antes do acidente, eu estava na direita, quando passei por duas ‘saliências’ que bateram no ônibus, logo a frente o pneu veio a estourar, e não consegui ter o controle do volante. Bateu na guia, desceu para dentro da vala... Eu só me lembro de quando ele (ônibus) deitou e eu saí correndo de dentro do ônibus”, contou.

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