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Leonardo sai em defesa de Gusttavo Lima após cachê de R$ 800 mil

‘O artista vai onde o povo está', disse o sertanejo, que reforçou que irregularidades devem ser investigadas

Leonardo defende Gusttavo Lima em polêmica sobre altos cachês

O cantor Leonardo saiu em defesa do colega Gusttavo Lima após a polêmica envolvendo o cachê de R$ 800 mil oferecido pela Prefeitura de São Luís, em Roraima, ao sertanejo, por meio de contratação.

Em entrevista à coluna de Leo Dias, do “Metrópoles”, Leonardo disse que Gusttavo Lima não está errado e que as irregularidades neste tipo de contratação devem sim ser investigadas. Ele ressaltou ainda que a lei deveria funcionar para todos.

“Não acho que tenha uma perseguição aos sertanejos. Dentro da lei, tudo se resolve. A lei tem que ser para todos. A CPI tem que voltar em muitos setores, inclusive na dos empresários e não porque artista A ou B falou alguma coisa. Gusttavo Lima não está errado. O artista vai onde o povo está. Quem contrata que tem que saber se tem verba para cultura ou não”, disse o cantor.

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Leonardo frisou que jamais toparia subir no palco sabendo que o dinheiro do cachê foi tirado de verba destinada à saúde. “Se eu souber que tirou verba da saúde eu não faço show. Isso tudo só está prejudicando o meio artístico. Não tem que ter briga nem de um lado nem de outro tem que apurar as irregularidades.”

O início da polêmica

Toda a polêmica envolvendo shows e desvios de dinheiro público teve início após um comentário do também cantor Zé Neto, da dupla sertaneja com Cristiano. Durante uma apresentação em Sorriso, no Mato Grosso, no mês passado, ele disse que não dependida da Lei Rouanet e alfinetou Anitta.

“Nós somos artistas que não dependemos da Lei Rouanet. O nosso cachê quem paga é o povo. A gente não precisa fazer tatuagem no ‘toba’ para mostrar se a gente tá bem ou não”, afirmou Zé Neto em referência à tatuagem íntima feita pela artista.

A declaração de Zé Neto fez com que usuários das redes sociais começassem a apontar que cantores costumam fazer apresentações pagas com verba municipal, que também é dinheiro público.

Alguns mostraram que Zé Neto recebeu R$ 400 mil da prefeitura de Sorriso pelo show realizado em maio. Desde então, uma série de investigações sobre os cachês de prefeituras a artistas foram iniciadas.

A cidade mineira de Conceição do Mato Dentro, por exemplo, chegou a cancelar apresentações de Gusttavo Lima e Bruno e Marrone.

Já o Ministério Público de Roraima investiga o cachê de R$ 800 mil que a prefeitura de São Luiz deve pagar a Gusttavo Lima por um show previsto para o fim do ano.

O cantor chegou a fazer um desabafo pela internet. Disse estar sendo “massacrado como um bandido” e que é “um cara 100% correto”.

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