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“Não vale a pena comentar”, diz porta-voz do príncipe Charles sobre livro bombástico

O biógrafo da realeza Christopher Andersen revelou ter sido o príncipe Charles o autor do comentário racista sobre o filho de Meghan e Harry.

Após o lançamento na última segunda-feira, 29, do livro ‘Brothers And Wives: Inside the Private Lives de William, Kate, Harry e Meghan’, o porta-voz do príncipe Charles se pronunciou e disse ao The Post: “Isso é ficção e não vale a pena comentar”. De acordo com o News Australia, os advogados do Príncipe Charles já foram contatados. Sobre o assunto, o porta-voz de Harry e Meghan não se pronunciou.

O livro, de autoria do jornalista e biógrafo Christopher Andersen, traz o relato de fontes bem posicionadas dentro da equipe que trabalha para a família real britânica. Um dos relatos mais impactantes foi o comentário racista que, aparentemente, o príncipe Charles teria feito sobre o neto Archie Harrison Mountbatten-Windsor.

O autor afirma no livro que o Príncipe Charles questionou o futuro tom de pele dos filhos do Príncipe Harry e Meghan poucas horas após o anúncio do noivado. A narrativa alega que Charles perguntou à esposa Camilla durante o café da manhã: “Eu me pergunto como serão as crianças?”. Foi dito que Camilla ficou “um pouco surpresa ‘’ e supostamente respondeu: “Bem, absolutamente linda, tenho certeza”. A narrativa segue descrevendo que Charles abaixou a voz e acrescentou: “Quero dizer, o que você acha que pode ser a aparência dos filhos deles?”.

Para quem não lembra, em março deste ano, Meghan Markle e o príncipe Harry deram uma entrevista à apresentadora estadunidense Oprah Winfrey e revelaram, dentre outros temas, que um dos membros da Família Real britânica teria feito um comentário racista sobre o filho primogênito dos dois, Archie Harrison Mountbatten-Windsor.

Na entrevista à Oprah, Meghan revelou que ficou surpresa ao saber que o seu primogênito não teria o título de príncipe e que, consequentemente, não teria direito à proteção especial. “Enquanto eu estava grávida nós (ela e Harry) tivemos uma conversa sobre ele não ter segurança, já que ele não iria receber um título. E também sobre as preocupações dos outros sobre quão escura a pele dele poderia ser”, disse a Duquesa.

O autor apresenta esse fato como se a curiosidade de Charles tivesse sido distorcida por cortesãos intrigantes para dar um toque racista à narrativa. Ele relata que, quando a história chegou aos ouvidos de Meghan e Harry, havia atingido o pico de toxicidade.

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Andersen aponta o dedo para um grupo de conselheiros de alto nível do palácio conhecidos como “Homens de Cinza” como os possíveis disseminadores da discórdia dentro da realeza. “A pergunta feita por Charles estava ecoando de uma forma menos inocente pelos corredores do Palácio de Buckingham”, escreve Anderson, descrevendo os sussurros de uma camarilha elitista chamada “rede dos velhos”. A fofoca deles focava em como a realeza “olharia para o resto do mundo” uma vez que o sangue afro-americano se tornasse parte da mistura.

O livro também revela a frustração de Harry depois que ele reclamou para Charles do que aconteceu. Charles, de acordo com o relato de outra fonte, disse ao filho que estava sendo “excessivamente sensível sobre o assunto”. Igualmente, William também não deu muita atenção às alegações de Harry, supostamente chamando o comentário de Charles sobre o tom de pele Archie de “sem tato”, mas classificou como não sendo “um sinal de racismo dentro da família”.

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