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Entretenimento 19/07/2021

‘Rua do Medo’: trilogia da Netflix aposta no susto e na nostalgia

Por : Angela Correa - Metro

E viva o susto! Série de filmes da plataforma de streaming propõe um passeio didático por fases recentes do gênero do terror para as novas gerações


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Um híbrido de “Pânico”, “Stranger Things” e do terror juvenil sanguinolento que se popularizou a partir dos anos 1970. Assim se explica o algoritmo, ou melhor, roteiro, que levou à trilogia “Rua do Medo”, lançada durante o mês e finalizada no fim de semana com “Parte 3 – 1666”.

Baseada na coleção de livros juvenis de R.L. Stine (autor da série “Goosebumps”, voltada ao público infantil), o projeto da diretora Leigh Janiak para a Netflix é um grande tributo ao gênero do terror.

A ideia é mostrar às novas gerações de fãs de horror, que se ligam a produções inovadoras como “Corra!” (2017) ou baseadas em personagens reais, como a franquia “Invocação do Mal”, como se faz um bom “slasher” (subgênero do terror em que o assassino sempre usa instrumentos de corte). Com muitos litros de sangue cenográfico, é claro.

A narrativa vai sendo construída a partir de assassinatos em massa na cidade de Shadyside, que se repetem por décadas e sempre parecem relacionados à lenda da bruxa Sarah Fier e aos moradores de uma rua que, bem, se chama Medo.

1994 – Parte 1
O filme começa com o ataque de um assassino de máscara de caveira (oi, “Pânico”) no shopping. O perigo está longe de acabar, então a jovem Deena (Kiana Madeira) se une à ex (Olivia Scott Welch), ao irmão (Benjamin Flores Jr) e dois amigos para investigar a lenda da bruxa, já que a polícia pouco ajuda. Se baseia na química do grupo e deixa pontas soltas para o segundo filme. Destaque para a trilha sonora, com Garbage, Radiohead, Portishead, Pixies e Cowboy Junkies.

1978 – Parte 2
O tributo ao gênero é claro na ambientação: um acampamento, cenário preferido dos filmes B dos anos 1970 e 1980. As irmãs Cindy (Emily Rudd) e Ziggy Berman (Sadie Sink, a Max de “Stranger Things”) se odeiam e estão juntas nas férias. Um psicopata com machado logo se revela e, em meio à carnificina, as Berman encontram respostas e tentam pôr fim à maldição de Sarah Fier. Uma personagem descobre ligação com a bruxa.

1666 – Parte 3
O encerramento mostra a verdadeira história de Sarah Fier e como aquela noite selou o destino de todos que nasceram em Shadyside. O elenco das primeiras partes se fundiu para o terceiro filme, o que explica em parte o comportamento de seus personagens no futuro. Para a preparação de “1666”, os artistas trabalharam com um especialista em dialeto para acertar o sotaque do século 17.

Shadyside

A cidade é mais que o palco para o banho de sangue que marca gerações, é um personagem importante para entender porque jovens amáveis viram psicopatas cruéis. Suas florestas e cavernas, onde foram construídos o shopping e o acampamento que vemos nos primeiros filmes, guardam alguns desses segredos. Sarah Fier, considerada a responsável pela maldição que ronda os “shadysiders”, foi enterrada em algum ponto dali após ser perseguida por famílias influentes do povoado, 300 anos antes.

As histórias da trilogia estão nos livros?

A resposta curta é “não”. A diretora Leigh Janiak, que adaptou os contos de R.L. Stine com outros roteiristas para a trilogia, explicou que cresceu lendo as histórias da série. “O roteiro é ambientado em Shadyside e se concentra nas pessoas que moram na Rua do Medo, mas os filmes não são uma adaptação direta de nenhuma história individual [dos livros]”, conta Janiak. “ O espírito dos livros está incorporado nos filmes e nos nossos personagens”, completa ela, citando os nomes das famílias Fier e Goode, criados por Stine e que são usadas nos filmes.

O que o elenco assistiu para se preparar:

• “Carrie, a Estranha” (1976)
• “Sexta-Feira 13” (1980)
• “A Hora do Pesadelo” (1984)
• “Os Goonies” (1985)
• “As Bruxas de Salém” (1996)
• “Pânico” (1996)
• “Vamos Nessa” (1999)
• “A Vila” (2004)
• “O Novo Mundo” (2005)
• “The Knick” (série) (2014-2015)