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Entretenimento 03/05/2021

Michael B. Jordan atua sem dublês e atua em ‘Sem Remorso’; confira entrevista

Por : María Estévez - Metro Internacional

O ator americano Michael B. Jordan é John Kelly no thriller de ação “Sem Remorso”, baseado no romance de mesmo nome, de Tom Clancy, já disponível na Amazon Prime Video.

Não faz muito tempo que Jordan, um jovem de Newark, Nova Jersey, interpretou Wallace como parte da turma de adolescentes em “The Wire”. E no espaço de 20 anos, vimos o ator literalmente crescer.

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Agora ele está abrindo as asas como o produtor de “Sem Remorso”, provando sua versatilidade mais uma vez. Não apenas a sua atuação, mas também sua beleza e estilo de vida o fizeram um fenômeno entre homens e mulheres, que o escolheram o homem mais sexy do mundo pela revista People. Confira entrevista que o Metro fez com o ator de 34 anos.

Você acha que os serviços de streaming podem substituir as salas de cinema?
O streaming permite acesso a filmes que de outra maneira não teriam público. E agora as pessoas podem assisti-los. Alguns são obviamente feitos para serem exibidos em cinemas, mas eu acho que a evolução agora nos leva ao streaming. A pandemia fez tudo ainda mais rápido. A indústria tenta se situar para onde ir, como trazer um filme para as massas de maneira que todos tenham a oportunidade de assisti-lo, mas também é maravilhoso ir a uma sala de cinema e aproveitar a experiência. Haverá um equilíbrio saudável no futuro.

‘Sem Remorso’ se tornou o primeiro filme da sua companhia de produção. Conte mais sobre essa experiência.
Eu estive envolvido do início ao fim. Tive um time ótimo para me ajudar e orientar. Só de seguir o processo deles, foi um aprendizado para mim. Saí desse filme com mais conhecimento e experiência.

É difícil trabalhar como ator quando você também é produtor?
Eu sabia quando calar a boca, ouvir, aprender e ser uma esponja, para absorver tudo. Acho que nós podemos ficar bem felizes com os resultados. Encontrar o equilíbrio entre ser ator e produtor foi importante.

O que significou para você viver John Kelly, um personagem de Tom Clancy?
Nós, atores e atrizes, estamos limitados com as oportunidades que temos e precisamos nos expressar pelo nosso trabalho. Algumas vezes, o mínimo que conseguimos é nos expressar em uma sequência de ação. Eu sempre tive sorte de ter parceiros de cena generosos que entendem os percalços emocionais que uma pessoa está vivendo em certas situações que acrescentam tantas camadas à performance.

Fale mais sobre a relação de seu personagem com Pam, a mulher grávida de John?
Stefano [Sollima, diretor] queria encontrar um contraponto para se certificar que o público entendesse que a história era mais profunda. Mas, ao mesmo tempo, não queríamos que fosse confuso. O desejo era que fosse muito claro que eles se amavam, mas era mais um relacionamento do tipo ‘eu te apoio não importa em quê’. Conseguimos estabelecer essa dinâmica.

Como você se preparou para as cenas de ação? Quanto tempo você consegue respirar debaixo d`água?
Respiração é treino e exercício. O treinamento debaixo d’água era algo que fizemos por algum tempo, porque sabíamos que tínhamos essas sequências. Stefano tinha feito um storyboard bem detalhado com essas cenas. Eu tive treinamento militar em tanques. Nós tivemos algumas situações de estresse em que tínhamos que resolver, como mau funcionamento, falha de engrenagem, trabalho com aparelhos militares como respiradores, máquinas que os soldados usam que suprimem todas as bolhas para respirar debaixo d’água sem deixar vestígios. Enfim, era um treinamento muito detalhado e acabei segurando o ar embaixo d’água por volta de três minutos. Se você estiver calmo e imóvel, dá para ficar ainda mais tempo.

Você chegou a ter medo de fazer as cenas de ação?
Era divertido. Eu amo ação. Quando criança, eram os filmes que eu assistia e sempre quis estar em um. Era parte da minha imaginação e agora é maravilhoso ter a oportunidade de treinar e fazer grande parte das minhas cenas do tipo. Eu tenho um time incrível de dublês e quando Stefano disse que ele queria que eu fizesse todas as sequências de ação, ainda trabalhamos com dublês e nos asseguramos de que estávamos em segurança. Eles nos ensinaram a maneira certa de lidar com essas situações. Valeu a pena.

Como o roteiro chegou para a sua produtora?
O roteiro estava por aí há alguns anos quando cruzou o meu caminho. Se essas histórias existem por um tempo, você precisa de uma nova visão para contá-las por uma nova perspectiva. Eu procurei por Stefano porque acho que ele é um grande diretor. Depois de conversar com ele e saber de sua visão sobre o projeto, quis que fosse parte disso. Seu entendimento da história, temas e mensagens que queríamos enviar pelo filme eram maravilhosos e estou muito feliz com o resultado. Eu não queria que o público continuasse me vendo morrer. Toda vez que vejo minha mãe me assistindo morrer na tela, estava me destruindo. Eu só queria interpretar um personagem para que ela me visse vencendo. Queria aceitar esse desafio enquanto a história fosse relevante.

“Pantera Negra” [em que Jordan interpreta Killmonger] está se tornando um filme icônico. O que acha?
Tenho tanto orgulho de “Pantera Negra”. Tudo que veio dele, recebo de braços abertos. Colocamos sangue, suor e lágrimas nele. As pessoas dizem que eu preciso descansar agora. Eu mergulho no trabalho porque eu amo o processo de fazer as coisas acontecerem, criar e completar tarefas. Eu tenho energia para isso. Trabalhei até esse ponto e não tenho vontade de descansar, então simplesmente não paro.