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/ Duda Beat - Gabriela Schmdt
Entretenimento 28/04/2021

Em novo álbum, Duda Beat, mostra novo jeito de amar

Com “Sinto Muito”, álbum de estreia lançado exatamente há três anos, Duda Beat tornou-se uma espécie  de Marília Mendonça alternativa. Se a sonoridade passava distante da sertaneja, a  temática era semelhante: a tal da sofrência, dor de amor passível de tradução em diferentes línguas, seja qual for a corrente artística. 

  Com o disco “Te Amo Lá Fora”, que a cantora pernambucana fez questão de trazer ao mundo na mesma data que o primeiro, esse amor está diferente, mais pé no chão, nada propício a rimar com “dor”. “Com o tempo, a gente entende que sofrer de amor é algo que acontece, mas isso não é prova de nada. O amor não vale a pena só se tiver drama e sofrimento envolvido”, diz Duda, lembrando que o amadurecimento trouxe essa certeza. “O amor correspondido é tão bom, sereno, companheiro também”, destaca.

O disco resume um período de crescimento importante para a cantora, que relata um amadurecimento que passa até pela voz, após aulas de canto.  Isso sem falar na autoestima. “É um álbum em que estou mais dona de mim, dos meus sentimentos, sei bem o meu valor e não vou ficar esperando ninguém cair do céu para ser feliz ou resolvida”, afirma.

Como uma obra composta na pandemia, o tema atravessa as composições. “As histórias que trago nesse disco também são minhas: as dores de amor, a superação e até o amor feliz do final. A pandemia, claro, interferiu no meu trabalho. Ela está muito aparente para mim nessa atmosfera mais sombria, melancólica e introspectiva, de se entender, de se enfrentar e fazer as pazes com o passado”, diz. 

“A gente precisa entender que dá para aprender o que quer que a vida queira nos ensinar sendo feliz também.” 

Duda Beat

A sonoridade, com produção de Tomás Tróia (companheiro de Duda) e Lux Ferreira, também é uma mistura de gêneros, sinalizada já com o primeiro single, “Meu Pisêro”. Além dessa vertente, “Te Amo Lá Fora” tem coco, house e reggae. “Para mim, é muito natural navegar por esse vários gêneros porque tudo isso me compõe musicalmente falando. Dentro de mim e para mim, todos eles se encontram. O que eu faço é colocar isso para fora com as minhas músicas”, conta Duda.