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Entretenimento 09/04/2021

‘Falcão e o Soldado Invernal’: Sebastian Stan fala sobre minissérie e jornada de seu personagem

A minissérie “Falcão e o Soldado Invernal” já é um grande sucesso da Marvel no Disney+, com a maior audiência de uma estreia na plataforma. O ator Sebastian Stan, que interpreta Bucky Barnes, o Soldado Invernal, fala sobre a produção e a jornada de seu personagem.

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O que você pensou quando soube da minissérie focada nos dois heróis?
Eu estava muito animado, obviamente, porque realmente teríamos a chance de explorar esses personagens de maneiras que nunca vimos antes. E isso foi emocionante. Acho que também fiquei um pouco hesitante, não dá para ignorar tudo o que aconteceu nos últimos dez anos. A parte complicada foi encontrar as peças orgânicas – se vamos levá-las em uma direção diferente, como faremos isso de uma forma que mostre crescimento, mas que honre a história?

Estou sempre me pergunto: “se um fã se sentar e assistir ‘Capitão América: O Primeiro Vingador’, ‘Soldado Invernal’, ‘Guerra Civil’ e ‘Ultimato’, um após o outro – eles serão capazes de ver o mesmo personagem e, ao mesmo tempo, ver esse personagem evoluir de novas maneiras?”

No fim do dia, você verá uma continuação desse tipo de cinema e daquele tipo de crueza que esses filmes tinham.

E como tem sido interpretar Bucky por tanto tempo?
Foi uma longa jornada. É muito estranho pensar que já se passaram 10 anos. Tem sido nostálgico e recompensador em muitos níveis. Eu sinto que definitivamente cresci tanto como pessoa e como ator. Esses filmes impactaram minha vida para sempre.

Em que pé Bucky se encontra na minissérie?
Ele está tentando abraçar sua nova vida, mas está muito perdido e tendo uma crise de identidade novamente. Está fazendo o seu melhor, encontrando seu próprio caminho depois de Steve, depois de todos aqueles eventos. Parece que esta é a primeira vez que ele está finalmente livre, por assim dizer, para cuidar de si mesmo. Mas não é fácil.

Como esse personagem agora funciona no mundo? Qual é a vida dele voltando para o Brooklyn? Como ele está conhecendo pessoas? Como ele está interagindo nos cafés? Ele está namorando? Ele está pensando em outra carreira? Ele está em terapia? Havia todas essas perguntas sobre onde poderíamos levar esse personagem.

Houve muitas coisas divertidas e emocionantes que resultaram dessa exploração. Mas olhe, sempre haverá um lado mais sombrio desse personagem, que eu sempre amei – é o que o torna mais interessante e complexo. E como a vida, eu sinto que isso não vai embora. Ainda está lá no fundo. Ele está apenas aprendendo a lidar um pouco melhor com isso.

E ainda tem a morte do Capitão América…
Ele está realmente feliz com isso de certa forma, porque viu seu amigo finalmente escolher seu próprio caminho e fazer algo por si mesmo. O cara mais altruísta finalmente decidiu seguir o que queria fazer da vida.

Acho que a questão para Bucky agora é sobre quem vai ocupar o lugar do Capitão América e o legado que ele deixou para trás. Acho que Sam definitivamente luta com isso também.

Ambos estão, quer queiram ou não, à sombra do que o Capitão América significa. Na mente de Bucky, Sam é o próximo cara – esse foi o escolhido, esse foi o desejo de Steve.

Bucky quer ver isso até o fim – e se houver alguma dúvida na mente de Sam, isso imediatamente será um conflito para Bucky. Ele ainda se sente muito protetor com Steve e seu legado.

Descreva a relação entre Sam e Bucky e como você e Anthony Mackie foram capazes de trazer essa química para a história.
A verdadeira chave para a coisa toda foi trazer a dinâmica natural entre Anthony e eu para esses personagens. Acho que nos saímos muito bem. Em primeiro lugar, adoro trabalhar com Anthony. Definitivamente, há dias em que sinto que ele vai me matar, não fisicamente, mas com sua presença.

Posso ser pego fazendo isso de uma certa maneira, mas ele está lá para me lembrar – “Ei, amigo, eu entendo. Vamos tornar isso o mais honesto possível, mas no final do dia é para ser divertido.” Eu realmente o admiro por isso porque acho que esse tipo de energia e a capacidade de abraçar o que estamos fazendo é algo que sempre devemos ter em mente.

O que torna a produção especial para você?
Há um novo nível de conexão com esses personagens, especialmente agora que eles estão mais evoluídos. Interpretamos esses personagens por dez anos. Existem fãs por aí que cresceram com eles.

Tem humor. Há ação. Provavelmente há muita curiosidade em passar tanto tempo com eles, porque você nunca fez isso antes. Acho que os fãs vão adorar vê-los em um novo elemento. Há algo mágico em tudo isso