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A nova versão de 'Convenção das Bruxas' / DivulgaçãoA nova versão de 'Convenção das Bruxas' / Divulgação
Entretenimento 30/10/2020

Estilo e feitiço: Confira filmes e séries com bruxas que são ícones de moda

Como se esquecer da imponente Anjelica Huston como Eva Ernst em “Convenção das Bruxas” (1990)?  Os óculos, a capa preta e violeta, as pérolas e o vestido elegante e sensual viraram marcas eternas tanto da moda quanto do cinema.

30 anos depois, Anne Hathaway, em uma estética que lembra Grace Kelly, mas com uma pegada mais extravagante, vem ocupar seu lugar no imaginário fashionista e das fantasias de Halloween. Será que ela consegue?

Veja um comparativo do guarda-roupa de feiticeiras de todas as gerações e defina seu preferido.

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“Suspiria” (1977) vs. “Suspiria: A Dança do Medo” (2018)

O longa de Dario Argento se concentra em universos psicológicos construídos em cenários vibrantes. Isso contrasta fortemente com as cores desbotadas e opacas dos protagonistas, presos num mundo de terror. Já a nova versão supera muito a original quando falamos de moda: as roupas fazem parte da narrativa. A figurinista Giulia Piersanti se encarregou de mostrar o universo opressor dos anos 1970 na Berlim Oriental, inspirada na revista de moda Sibylle, a mais famosa na Alemanha comunista. A dança, parte central do filme e condutora dos rituais, se reflete de forma extraordinária nos trajes vermelhos dos bailarinos, que revelam a própria natureza da nova adaptação, a cargo do diretor Luca Guadagnino.

“Jovens Bruxas” (1996) vs “Jovens Bruxas: Nova Irmandade” (2020)

O filme dos anos 1990 foi a salvação dos varejistas, que viram naquela estética a possibilidade de vender peças legais para o público jovem. Hoje, ainda vemos essa imagem no TikTok, Instagram e em campanhas editoriais. Naquela época, como a figurinista Deborah Everton contou à revista Dazed & Confused, ela quis reinventar o uniforme escolar, com peças acessíveis às adolescentes. As novas bruxinhas têm a mesma intenção: as peças estão alinhadas com a época e a aparência representa o que qualquer jovem millennial usaria nas redes sociais – maquiagem que lembra as personagens da série “Euphoria”, tiaras de pérola, tingimento tie-dye, colares do tipo choker. Elas vão ultrapassar as anteriores como ícones de estilo? Talvez não, por usarem looks menos ousados. Mas é preciso esperar por algo a mais do que o trailer para dar o veredicto.

“A Feiticeira” (1964-1972) vs “A Feiticeira” (2003)

Samantha (Elizabeth Montgomery) e sua mãe Endora (Agnes Morehead) refletiam todas as tendências e modelos possíveis entre duas décadas. Samantha começou como uma perfeita Betty Draper (personagem de January Jones em “Mad Men”), com seus penteados imóveis, vestidos de linhas simples e estampas, para se tornar algo psicodélico nos anos 1970. Endora foi inesquecível, com suas grandes túnicas coloridas e colares de pérolas. No remake, Nicole Kidman tenta resgatar alguns elementos da antiga Samantha, mas é bem mais simples do que sua antecessora. Ponto positivo para seu cabelo: sempre impecável em cena. Mas todos esses atributos foram mais bem explorados à época em que ela interpretou Grace Kelly em “Grace de Mônaco” (2014).

‘A Feiticeira’ (2005)

“Convenção das Bruxas” (1990) vs “Convenção das Bruxas” (2020)

Ambos os filmes tiveram duas figurinistas de peso. Marit Allen (1941-2007), responsável por produções premiadas que incluem “O Jardim Secreto” (1993), “Piaf – Um Hino ao Amor” (2007) e “O Amor nos Tempos do Cólera” (2007), deu seu toque visionário, mas sutil, com os contrastes do tempo que o filme precisava, fazendo de Anjelica Huston uma personagem poderosa com um quê de diva dos anos 1940.
O “Convenção das Bruxas” de 2020 apresenta o gênio criativo da lendária Joanna Johnston, que trabalhou em grande parte das produções de Steven Spielberg e Robert Zemeckis, incluindo “Lincoln” (2012) e “De Volta para o Futuro” (1985).
Para o guarda-roupa de Anne Hathaway, que assume agora a personagem de Anjelica, Joanna trouxe um look clássico, mas tão deslumbrante quanto sua antecessora. No entanto, ainda temos de esperar a estreia para ver se Anne criará outra personagem de estética tão memorável quanto a Rainha Branca de “Alice no País das Maravilhas” (2010).

“Sabrina” (1996-2003) vs. “O Mundo Sombrio de Sabrina” (2018-2020)

A feiticeira adolescente, meio sarcástica e confusa, interpretada por Melissa Joan Hart, foi vestida por Rachael Stanley e Diane Kennedy com todas as tendências imagináveis ​​dos anos 1990 e 2000. Vestidos justos e minimalistas, gargantilhas e cardigãs. Durante sete anos, ela mostrou tudo o que uma jovem daquela época usou, em todo o seu esplendor.

A Sabrina Spellman atual, vivida por Kiernan Shipka, cria seu próprio mundo e sua própria inspiração para os amantes da moda com um gosto pela autenticidade. Ela assume a moda retrô e impõe seu toque gótico e arrojado, com golas Peter Pan, vestidos dos anos 1960, estilos dos anos 1970 e make pesada, com direito até a uma coleção de sombras e batons lançada pela marca NYX.

As bruxas de “American Horror Story: Coven” (2013) e “Apocalypse” (2017)

Talvez seja a série de bruxas onde a moda esteja mais presente, do início ao fim. As figurinistas Lou Eyrich e Paula Bradley, que sempre trabalham com o showrunner Ryan Murphy, inspiraram-se na estética dos anos 1970, nas grifes Saint Laurent e Margiela. Até Stevie Nicks, cantora do Fleetwood Mac (que aparece como ela mesma usando suas próprias roupas) foi exemplo para os looks das protagonistas Jessica Lange e Sarah Paulson.