De maneira sensível, Emicida fala de temas como medo e coragem em segundo livro infantil

Por Angela Correa

Quem aí já teve medo do escuro? Quando somos crianças, é com as luzes apagadas que surgem os monstros mais aterrorizantes da imaginação. “E foi assim que eu e a escuridão ficamos amigas”, segundo livro infantil de Emicida, lançado na segunda-feira (5), ilumina essa importante passagem da vida, trazendo leitura sensível às crianças.

Na pequena trama, o rapper usa suas rimas de um jeito um pouco diferente pelo qual é conhecido. É por meio delas – com sua simplicidade, porém carregando todo o poder que as palavras têm – que a escuridão nos é apresentada.

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Os personagens não têm nome, mas isso pouco importa quando falamos de sentimentos tão universais.  A historieta é quase como um fluxo de pensamentos, personificando essas emoções e dando um outro sentido às narrativas infantis.

E foi assim que eu e a escuridão ficamos amigas livro Emicida Divulgação

Da escuridão, vem o medo, muitas vezes paralisador – isso quase todo mundo deve saber. Emicida, porém, mostra que o medo, seja no escuro ou não, também pode ser bom. É ele que nos faz ter cuidado quando mais precisamos. “Só vira problema / Se ao contrário de um poema, / Em vez de nos fazer voar, / Nos prende como algemas”, escreve o rapper.

Daí surge a coragem, sentimento que, amigo do medo, permite que a gente alce voos cada vez mais altos. E continue a jornada da vida, sabendo que, afinal, está tudo bem se sentir amedrontado. Faz parte.

Tamanha é a sensibilidade das palavras de Emicida que adultos também podem encontrar certo sentido nas páginas, ilustradas por Aldo Fabrini. Afinal, não são só as crianças que sentem medo.


Supervisão* Wilson Dell'Isola

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