Charlize Theron sobre papel em 'O Escândalo': 'Estou interessada em interpretar pessoas reais'

Por Metro Internacional

Charlize Theron parece ser uma das atrizes mais destemidas que trabalham em Hollywood. E não estamos falando apenas de suas habilidades físicas, o que ela mostrou com “Mad Max: Estrada da Fúria” e “Atômica”. Aos 44 anos, ela também não teme assumir papéis realmente profundos, como foram os da serial killer Aileen Wuornos em “Monster” (2003), Mavis Gary em “Young Adult” (2011) ou Marlo Moreau em “Tully” (2018).

Nesta quinta-feira (15), Theron estreia nas telonas do Brasil com um filme dirigido por Jay Roach chamado “O Escândalo”, interpretando a ex-âncora da Fox News Megyn Kelly. A atriz afirmou que foi uma decisão automática trabalhar no drama biográfico como produtora quando a Annapurna Pictures enviou a ela o roteiro sobre a mulher que derrubou o chefe da rede, Roger Ailes, por alegações de assédio sexual. No entanto, se comprometer com o papel principal não foi tão simples para ela. Nesta entrevista, ela explica a razão.

Por que você decidiu assumir esse papel?

Estou sempre interessada em papeis que abordam a transparência do que é realmente ser mulher, em todas as suas complexidades. Me interessa quando se diz a verdade sobre quem as mulheres realmente são. Além disso, acho que nunca persegui as heroínas, estou interessada em interpretar pessoas reais, que são complicadas e cometem erros.

Você hesitou em interpretar Megyn?

Muita coisa me veio à cabeça, ela [Megyn] é muito conhecida. O primeiro passo é reconhecer que você está com insegurança. E então você abre uma vodca, liga para seu amigo Jay Roach [diretor] e pergunta: “Estou ficando louca?” E ele diz: “Não. Acho que devemos fazer isso.” E então nasce uma colaboração.

Você se identifica com Megyn Kelly?

Parecia que não tínhamos nada em comum. Mas comecei a ver semelhanças entre nós, ouso dizer isso. Vi uma mulher com ambição, com vontade e, de repente, percebi: “Esse é o tipo de coisa que já foi armada contra mim.” Eu me identifico com isso. Eu a entendi e a vi como uma mulher nessas circunstâncias. Foi quando ficou muito claro para mim o tamanho da importância de se contar essa história.

Você admira essas mulheres?

Elas foram postas de lado. A maioria delas perdeu o emprego e nunca mais trabalhou. No conforto de um cinema, poderíamos dizer que faríamos o mesmo, mas não sei se realmente faríamos. Então, nesse sentido, sou grata pelo que elas fizeram. Elas nos catapultaram. Elas foram as primeiras. Não há como negar que tudo isso começou com elas e talvez nem conversássemos agora a respeito se o caso de Roger Ailes não viesse à tona.

Megyn colaborou na criação de “O Escândalo”?

Ela é complicada nesse sentido, mas há muitas cenas de arquivo. Assisti bastante coisa para decifrar seu emocional.  

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