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Ex-Oasis Liam Gallagher mistura clichês e inspiração em primeiro disco solo

Recém-lançado, o primeiro disco totalmente solo do inglês Liam Gallagher tem clima de disco empoeirado, encontrado durante a faxina. Para os fãs do Oasis, que era liderado pelo músico até o encerramento de suas atividades, em 2009, essa é uma bela notícia.

De tudo que os ex-integrantes da banda lançaram desde então, “As You Were”, é o que soa mais próximo dos melhores momentos da banda de britpop que estourou nos anos 1990.

Atração confirmada do festival Lollapalooza de março do ano que vem, em São Paulo, o músico britânico entra em uma nova fase musical após uma aventura sem brilho com alguns velhos colegas de Oasis na banda Beady Eye.

No disco, Liam enfrenta o desafio de ser o principal compositor. No Oasis, esse papel cabia a seu irmão mais velho, Noel, com quem teve um ruidoso rompimento – e mantém uma briga aparentemente interminável. Liam consegue superar esse desafio em canções como “Wall of Glass”, baladinha com refrão chiclete que abre o disco, e em “Greedy Soul”, com sua levada melancólica no violão.

A canção é sobre uma mulher que está com medo porque nunca esteve sozinha antes. Seria uma alegoria sobre como o artista se sente? Dificilmente.

Em entrevista ao jornal espanhol “El País”, o vocalista se definiu como “o músico mais importante da Inglaterra hoje” e voltou a disparar contra Noel, que tem aberto os shows do U2 na turnê de “Joshua Tree”, que encerra amanhã em São Paulo. “Eu jamais faria; Bono é que vai abrir para mim”, disse ele.

Em canções como “For What It’s Worth”, no entanto, o cantor escorrega em clichês e se faz de vítima ao sussurar que “tem sido crucificado apenas por estar vivo”. A tática, porém, dá certo, pois a canção já é a mais ouvida do disco em plataformas de streaming como o Spotify.

Parte do sucesso de “As You Were” (“como você era”, em tradução livre) tem sido creditada pela crítica especializada ao produtor Greg Kurstin, que por muito tempo moldou sucessos do pop como Katy Perry e Adele.

Buscando novos desafios, Kurstin parece se interessar em reabilitar roqueiros de meia idade, pois produziu também o último e elogiado disco do Foo Fighters, “Concrete and Gold”.

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