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Companhia Cisne Negro dança os ‘Enigmas’ de Edward Elgar

Um convite do maestro Jamil Maluf, da Orquestra Experimental de Repertório (OER), fez com que a Cisne Negro Cia de Dança se visse diante do desafio de criar não uma, mas duas obras para celebrar seus 40 anos de atuação.

Após uma temporada de “H.U.L.D.A.”, realizada em abril em homenagem à fundadora do grupo, Hulda Bittencourt, é a vez da estreia de “Enigmas”, coreografada pela filha dela, Dany. A obra sobe ao palco do Theatro Municipal com execução musical da OER.

“Quando a companhia fez 30 anos, fizemos um espetáculo de comemoração com o Jamil. Ele encontrou minha mãe e disse que queria fazer uma homenagem também agora”, explica ela.

Com figurinos de Fabio Namatame, a criação surgiu a partir da proposta do maestro em trabalhar a obra “Variações de Enigma”, do inglês Edward Elgar (1857-1934).

“Ele se inspirou no círculo de amigos dele [para criar essa obra], e, assim como cada um tinha um perfil, cada bailarino tem seu estilo. O balé é composto de temas e variações, cada um com uma dinâmica”, afirma a coreógrafa.

O mote do trabalho é a ideia de que cada um de nós é um enigma. “Somos seres únicos, e você nunca vai descobrir totalmente com uma pessoa é. Estou feliz com essa oportunidade de tornar esse compositor mais conhecido do brasileiro”, diz Dany.

O programa conta ainda com “Revoada” (2007), de Gigi Caciuleanu. Criada para os 30 anos da companhia, a obra é embalada por “O Pássaro de Fogo” e “Fireworks”, de Igor Stravinsky (1882-1971), e brinca com a ideia de fogo presente nos dois trabalhos do compositor russo. 

SERVIÇO

No Theatro Municipal  (pça. Ramos de Azevedo, s/n, Centro, tel.: 3053-2090). Hoje e sexta, às 20h; dom., às 17h. De R$ 10 a R$ 30.

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