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São Paulo Companhia de Dança abre temporada de apresentações

Vem de uma lenda russa o mote da temporada 2017 da São Paulo Companhia de Dança, que abre nesta quinta-feira (1). A ideia do Pássaro de Fogo, uma ave mítica e imortal capaz de se regenerar, perpassa os três programas que serão apresentados até o fim de junho no Teatro Sérgio Cardoso.

“O Pássaro surge como mito que traz essa possibilidade de renovação, de rever uma situação. E  não precisamos nem falar sobre como esse tema faz sentido no Brasil de hoje”, afirma Inês Bogéa, diretora artística da companhia. 

Isso se traduz em coreografias que passeiam do clássico ao contemporâneo em suas mais diferentes vertentes, com direito a quatro estreias, sendo duas concebidas especialmente para o grupo e duas remontagens.

O primeiro programa, que vai de quinta-feira (1) a domingo, conta apenas com obras de coreógrafos brasileiros. Ao lado de “Ngali”, de Jomar Mesquita, e “Pivô”, de Fabiano Lima, estreadas no ano passado, se juntam as inéditas “Suíte de Raymonda”, uma remontagem de Guivalde de Almeida para a obra clássica de Marius Petipa, e “Primavera Fria”, de Clébio Oliveira.

“O Guivalde está acentuando uma questão já presente no Petipa que é a ligação entre a dança popular e erudita”, explica Inês.

Esse lirismo contrasta com a movimentação contemporânea de Oliveira, coreógrafo potiguar radicado na Alemanha há dez anos. A inspiração para “Primavera Fria” veio de seus estudos sobre como a psicanálise compreende a ruptura amorosa.

“Li um artigo falando que a ciência tinha finalmente se rendido à paixão”, diz o artista, que mobilizou a procura dos movimentos a partir de como o rompimento se manifesta no corpo e na mente.

“É desafiador tentar encontrar um diálogo com os corpos desses bailarinos”, diz ele, que tem sua obra embalada por trilha original do italiano Matresanch.

Foco estrangeiro

O segundo programa da temporada, que vai de 8 a 11 de junho, reúne as já conhecidas “Suíte para Dois Pianos” (1987), do alemão Uwe Scholz e “Indigo Rose” (1998), do tcheco Jirí Kylián, além de duas peças inéditas no repertório da companhia: “Pássaro de Fogo” (2010), do alemão Marco Goecke, e “14’20’’ (2007), também de Kylián

O espetáculo que fecha a temporada, entre os dias 16 e 25 de junho, é “La Sylphide”, montado para a companhia em 2014 pelo argentino Mario Galizzi.

Serviço:

No Teatro Sérgio Cardoso (r. Rui Barbosa, 153, Bela Vista, tel.:3288-0136). Estreia na quarta-feira (31). Qui e sáb., às 21h, sex.; às 21h30; dom., às 18h. R$ 40.

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