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‘Warcraft’ busca fãs do game no cinema, mas falha em engajar público

Nos anos 1990, a franquia “Warcraft” conquistou a preferência dos gamers entre os jogos de estratégia. Nela, o jogador precisava escolher um lado – o dos humanos ou dos orcs –, construir um exército e derrotar o inimigo. Simples, eficiente e viciante.

Após anos de negociação, a versão cinematográfica para o game chega nesta quinta-feira (1º), enfim, aos cinemas pelas mãos de um de seus fãs. Filho de David Bowie, Duncan Jones reescreveu o roteiro para enfocar uma das melhores características do título da Blizzard: não existe lado certo nessa história, e toda narrativa depende do ponto de vista adotado.

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A trama criada a partir daí é a do exílio dos monstrengos e guerreiros orcs. Após terem sua terra dizimada, eles migram para Azeroth – até então terra exclusiva de humanos, anões e elfos – por meio de um portal mágico aberto por Gul’dan (Daniel Wu).

A energia para a feitiçaria dele, no entanto, vem de vidas alheias, e o objetivo do vilão é utilizar os habitantes da nova morada como combustível para fortalecer os orcs. Quem não gosta da abordagem de Gul’dan é Durotan (Toby Kebbell), chefe de um dos clãs orcs, sensibilizado pelo fato de ter se tornado pai.

Liderados por Lothar (Travis Fimmel) e o rei Llane (Dominic Cooper), os humanos são pegos de surpresa com a invasão e tentam entender a ameaça com a ajuda do Guardião Medivh (Ben Foster, no maior visual de vocalista de banda grunge) e da mestiça Garona (Paula Patton), que serve como ponte entre os dois mundos.

A história de “Warcraft:  O Primeiro Encontro de Dois Mundos” não é exatamente ruim, e os efeitos de computação gráfica, como a construção do visual dos orcs, são cativantes, mas o filme falha em seduzir o espectador.

Os personagens são jogados em cena sem qualquer trabalho para criar laços entre eles e o público, e a mitologia em torno do mundo de fantasia no qual estão inseridos – elemento com forte potencial de fascínio, como visto em “O Senhor dos Anéis” – é pouco explorada, criando uma aventura estéril.

Com investimento estimado na casa dos US$ 160 milhões, o longa nasce com o objetivo claro de se tornar uma franquia. Resta saber se as bilheterias serão capazes de confirmar o projeto.

Veja o trailer do filme:

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