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‘O Escaravelho do Diabo’ busca atingir jovens com suspense leve

Marco literário juvenil absoluto para toda uma geração nascida antes do estouro de Harry Potter, “O Escaravelho do Diabo” chega nesta quinta-feira (14), enfim, aos cinemas.

Repleto de imagens que povoaram as mentes adolescentes nos anos 1970, 1980 e 1990, o suspense de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005) ganha uma aguardada adaptação pelas mãos de Carlo Milani, filho do ator Francisco Milani (1936-2005), que faz aqui sua estreia em cinema após já ter dirigido novelas como “Terra Nostra” e “América”.

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A história do serial killer de ruivos que envia um escaravelho na véspera da morte de cada uma de suas vítimas sofreu adaptações. A mais sensível delas é a mudança de idade do protagonista. O estudante de medicina Alberto se transforma agora em um garoto de 12 anos (vivido por Thiago Rosseti) que tem o irmão morto e decide investigar o paradeiro do assassino ao lado do delegado Pimentel (Marcos Caruso).

“O livro tem uma atemporalidade, mas avaliamos a adequação dessa história ao público que queremos atingir e a atualizacão de alguns elementos. As crianças de hoje têm grande nível de investigação. Isso colaborou para a escolha da inversão”, afirma o diretor, que amenizou o peso sobre o garoto ao dividir a trama em três histórias: a do próprio Alberto, à de Pimentel, acometido por uma doença degenerativa, e a da investigação – tudo permeado pela atualidade de uma discussão sobre bullying.

Para Milani, uma das etapas mais difíceis da produção do filme foi dosar a violência colocada na tela devido à classificação indicativa de 12 anos. “Fomos criteriosos e buscamos ter preocupação em como expor isso”, diz ele. O problema é que, por vezes, as situações parecem pueris demais para os próprios jovens de hoje em dia, que crescem cercados de seriados e games com muito sangue.

O público-alvo inicial do filme são pré-adolescentes que leram o livro na escola e, em seguida, os pais deles, que guardam memórias afetivas da leitura do clássico ainda na infância.

“Queremos oferecer uma ferramenta que possa despertar esse casamento da literatura brasileira com o jovem”, conclui Milani.

Veja o trailer:

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