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Série ‘A Rainha Vermelha’ é o novo fenômeno da literatura adolescente

Em um futuro distópico, ter o sangue vermelho é um atestado de inferioridade. Na série de livros ‘A Rainha Vermelha’, de Victoria Aveyard, o mundo é comandado por pessoas de sangue prateado que mantém o poder usando as excepcionais habilidades que possuem, como manipular o metal ou controlar o fogo. Na recém-lançada continuação da série ,‘A Espada de Vidro’, fica evidente que essa superioridade está prestes a ruir.

A série de livros é focada em Mare Barrow, uma garota vermelha que descobre ter poderes assim como os de seus chefes prateados. O caminho dela para se manter viva em meio a conspirações políticas e duelos de habilidades parece ter conquistado os adolescentes de todo o mundo.

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Apesar da prosa bem construída da escritora, a série de livros se sustenta mesmo é no enredo, repleto de ações e reviravoltas em cada capítulo e – como não poderia faltar em um livro para adolescentes – o romance impossível da protagonista com o príncipe prateado Cal.

Apesar disso, ‘A Espada de Vidro’ prova que o gênero juvenil já superou a inocência de volumes como ‘Crepúsculo’. Há sangue, mortes e conflitos éticos que poderiam fazer da protagonista também uma vilã, se invertêssemos os pontos de vista. Na maior parte do tempo Mare está apenas pensando em como matar os outros antes que eles matem os seus amigos.

“Eu definitivamente pensei sobre as divisões sociais, particularmente as notáveis crises de estratificação social que vivemos nos últimos séculos. As revoluções francesa e russa, assim como as diferenças de classe nos EUA ao longo das últimas décadas, me inspiraram muito a construir esse universo”, declarou a autora em um bate-papo on-line com fãs realizado no último mês.

Sucesso
‘A Rainha Vermelha’ não sai da lista de mais vendidos há um ano nos EUA, e o sucesso imediato de ‘A Espada de Vidro, lançado lá há apenas uma semana foi a consagração de Victoria Aveyard – autora que foi promovida de estreante a celebridade. Ela atualmente lidera a lista de mais vendidos dos EUA com os dois livros fazendo uma dobradinha. “Eu ainda não atingi aquele ponto em que leio as coisas que escrevi e penso: ‘isso aqui vai ser uma coisa grande’”, confessou a escritora.

Planejado para ser uma trilogia, a série ganhou um livro extra além de uma série de livros complementares do universo, ‘Coroa Cruel’, que também foi lançado recentemente no Brasil. O livro reúne dois contos anteriores à história principal, um deles sobre as disputas políticas internas dos prateados, que levaram a mãe de Cal à morte quando ele era uma criança e outro sobre como os vermelhos se organizaram em um eficiente grupo terrorista – e de métodos de ação pouco aceitáveis.

Adaptação ao cinema
O universo fez tanto sucesso que a adaptação ao cinema não tardou a se tornar um projeto concreto. A atriz Elizabeth Banks (‘Jogos Vorazes’ e ‘A Escolha Perfeita’) assumirá a direção da adaptação. “Nós estamos muito no início do processo para eu poder adiantar, Mas Elizabet e Gennifer [Hutchison, roteirista] têm feito ótimas questões sobre a história e são muito inteligentes. Eu sou abençoada de tê-las”, disse a escritora aos fãs. O filme ainda não tem elenco escalado nem data de estreia prevista.

O terceiro livro, que ainda não teve o título divulgado, já tem data para sair: 10 de fevereiro do ano que vem. As continuações devem trazer mais informações de como os prateados surgiram e “como o mundo se tornou o que é”, anunciou Victoria. Até lá, o jeito é esperar.

 

Veja os títulos da série da autora e leia o trecho de um deles abaixo:

 

Trecho do livro:

“Um tremor percorre minha espinha quando percebo que a estrutura está se mexendo. (…) Diante dos nossos olhos, a construção começa a se inclinar; devagar no começo, como um idoso sentando numa cadeira. E então cada vez mais rápido, desabando sobre nós e à nossa volta.  (…)Uma bala endereçada a mim o acerta de raspão no braço enquanto outro disparo penetra sua perna. (…) Sinto a vibração do tiro através dele, mas não tenho tempo para dor. (…) Só podemos correr, fugir tanto do prédio desmoronando como do exército prestes a chegar. Os perigos se anulam quando o metal retorcido cai entre nós e a legião. Pelo menos era o que deveria acontecer. A gravidade e o fogo fizeram a estrutura desabar, mas a força dos magnetrons evita que ela nos proteja. Olho para trás e consigo ver uns doze com cabelo prateado e armadura negra, deslocando cada pilar e vergalhão caídos.”

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