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‘A Mulher do Fim do Mundo’: Elza Soares fala ao ‘Metro’ sobre sua atual turnê

A cantora Elza Soares, 78 anos, quer surpreender o público com os próximos shows que fará em Porto Alegre e Belo Horizonte em abril. A ideia é repetir o sucesso das últimas apresentações, incluindo a do Rio de Janeiro, realizada há alguns dias.

Com o Metro Jornal, a cantora bate um papo sobre a vida e o seu recente 34o disco, “A Mulher do Fim do Mundo”, o primeiro de inéditas em 60 anos de carreira. Confira.

 

Após 60 anos de carreira, como foi fazer um disco de inéditas?
Ah, foi muito tempo gravando e não tinha feito ainda um CD de inéditas. Então, fiz com muito prazer, muita alegria. E a repercussão também está sendo muito boa. É uma alegria inacreditável, né?

O que a move a cantar, produzir coisas novas? Ainda falta conquistar algo?
Vida. Enquanto há vida, há esperança. Quando você tem vida, você tem vontade de fazer tudo, organizar tudo. Quanto mais você faz, mais você quer criar, produzir… É a vida que faz isso. Mas, ainda falta tudo, eu não conquistei tudo. Enquanto você está viva, ainda falta coisa para conquistar. Para mim, falta. Enquanto estou viva, estou sonhando, desejando, querendo, buscando. E eu estou ótima [de saúde]. Com a coluna operada, mas o resto está tudo bom.

De onde vem tanto pique?
Dos fios da Light, que estão voltando a se ligar [risos]. Sou bastante vaidosa. Eu malho, né? Mesmo com a coluna operada, eu malho. Eu malho sem parar. Além de te dar resistência e saúde, malhar é muito bom. O segredo é esse, não ter preguiça.

Você se arrepende de algo em sua vida?
De nada, não. Só me arrependo do que eu ainda não fiz. Eu deixo que aconteça comigo o que eu vou deixando acontecer. Já tentei até parar uma vez de cantar. Mas o Caetano [Veloso] foi meu padrinho maravilhoso. Foi meu mago! Por isso, estou até hoje aqui. Foi conselho de Caetano: ‘Não pare minha deusa, minha abelha rainha. Você não vai parar’, e eu não parei.

Por que você queria parar?
Porque eu estava tendo uma fase muito chata na música. Eu sentia que ninguém me ouvia e quis ir embora. Mas, o Caetano falou para eu não parar. Então, não paro, não paro, não paro, não! Mas, isso foi em época bem chatinha, lá nos anos 70, mais ou menos.

 

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