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Aos 80 anos, Tarcísio Meira é indicado a Prêmio Shell de São Paulo

Estrelado por Tarcísio Meira, o espetáculo “O Camareiro” liderou a lista de indicações do segundo semestre do 28º Prêmio Shell de São Paulo, uma das mais tradicionais premiações teatrais do país. Dirigida por Ulysses Cruz, a montagem do texto de Ronald Harwood recebeu seis menções, incluindo de melhor direção e ator para Tarcísio Meira.

A peça marcou o retorno do eterno galã de TV aos palcos teatrais após duas décadas afastado. Aos 80 anos, ele encarnou um ator decadente que oscila entre a tirania e a senilidade enquanto luta para encenar «Rei Lear» amparado por seu fiel camareiro. O espetáculo foi indicado ainda a melhor cenário, figurino, iluminação e música.

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Em seguida, vem “A Tempestade”, montagem de Gabriel Villela para o famoso texto de Shakespeare, com quatro indicações. As montagens se somam aos indicados do primeiro semestre, revelados em julho.

Uma disputa que promete ser quente é entre as concorrentes a melhor atriz: Taís Araújo («No Topo da Montanha») e Christiane Torloni («Master Class») passam a concorrer com as já indicadas Clarice Niskier (“A Lista”) e Maria Luisa Mendonça (“Um Bonde Chamado Desejo”).

O anúncio dos indicados revelou também que o diretor Antunes Filho será o homenageado «pela construção de um teatro transformador e por seu papel na formação de profissionais do teatro».

Além de um troféu em forma de concha, os vencedores recebem uma premiação individual de R$ 8 mil.

Veja a lista completa dos indicados:

Autor:
Vinicius Calderoni por “Ãrrã”
Silvia Gomez por “Mantenha fora do alcance do bebê”
José Eduardo Vendramini por “Cartas Libanesas”
Oswaldo Mendes por “Insubmissas”

Direção:
Gabriel Villela por “A tempestade”
Ulysses Cruz por “O camareiro”
Rafael Gomes por “Um Bonde Chamado Desejo”
Zé Henrique de Paula por “Urinal, o Musical”

Ator:
Tarcísio Meira por “O camareiro”
Helio Cicero por “A tempestade”
Daniel Alvim por “Dias de Vinho e Rosas”
Daniel Costa por “Urinal, o Musical”

Atriz:
Christiane Torloni por “Master class”
Taís Araújo por “No topo da montanha”
Clarice Niskier por “A Lista”
Maria Luisa Mendonça por “Um Bonde Chamado Desejo”

Cenário:
André Cortez por “O camareiro”
Renato Theobaldo por “Master class”
André Cortez por “Um Bonde Chamado Desejo”
Attilio Baschera e Gregorio Kramer por “Vanya e Sonia e Masha e Spike”

Figurino:
Beth Filipecki e Renaldo Machado por “O camareiro”
Gabriel Villela e José Rosa por “A tempestade”
Zé Henrique de Paula por “Urinal, o Musical”
Fause Haten por “Um Bonde Chamado Desejo”

Iluminação:
Domingos Quintiliano por “O camareiro”
Wagner Pinto por “A máquina Tchekhov”
Aline Santini por “Ludwig e suas Irmãs”
Caetano Vilela por “Dias de Vinho e Rosas”

Música:
Babaya e Marco França por “A tempestade”
Rafael Langoni Smith por “O camareiro”
Daniel Maia por “1 Gaivota – É Impossível Viver sem Teatro”
Egberto Gismonti por “Dias de Vinho e Rosas”

Inovação:
Exposição “Máquina Tadeusz Kantor – teatro + happenings + performances + pinturas + outros modelos de produção” pela abrangência da linguagem artística, proporcionando conhecer o universo Tadeusz Kantor e o diálogo entre culturas.
Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council pelo estímulo e formação de novos dramaturgos, favorecendo o intercâmbio de processos criativos na escrita teatral.
Oficina Cultural Oswald de Andrade – pela ampliação e renovação no acolhimento de projetos de artes cênicas, com a plena ocupação de seu espaço por grupos e companhias de teatro, com uma ousada agenda cultural que potencializa a revitalização do bairro do Bom Retiro.
Pequeno Teatro de Torneado – pelo processo de integração, orientação e experimentação na formação de jovens na linguagem teatral através do exercício crítico de cidadania, com o deslocamento e compartilhamento dos resultados de trabalho do coletivo em diferentes espaços de São Paulo.

 

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