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‘Não penso antes de falar’, afirma Maitê Proença, que lança livro de crônicas

Maitê Proença revisitou as 36 crônicas de “Entre Ossos e a Escrita” (Ediouro) e originou o livro “Entre Ossos Agora”, que inclui 22 textos inéditos e aborda temas que transitam da fé ao sexo.

Algo mudou na sua escrita?
Faz 14 anos que comecei a escrever para a revista “Época”, na qual, por dois anos, mantive uma coluna semanal. Dali saíram as crônicas da primeira coletânea. Continuo interessada em assuntos muito variados, sem predileção especial por um tema. É a época e suas circunstâncias que determinam meus assuntos, mas, também, questões emocionais e pessoais que me arrebatam. Isso continua. O que mudou foi o depuramento do estilo. Escrevo com mais rigor, um balde de adjetivos foram despejados na revisão dos textos mais antigos.

O que as 22 crônicas inéditas agregam ao livro?
uma defesa da caça como esporte, assunto controverso que as pessoas conhecem pouco. Tem uma conversa entre dois bêbados que é divertida. Tem a passagem do tempo visível na degradação do corpo, algo que acontece com todos, infelizmente. Tem reflexões filosóficas e casos vividos. Tem uma crônica sobre meus encontros com José Wilker, uma homenagem. São muitos temas, mas, em geral, o traço comum é o humor.

Como consegue transitar entre temas tão distintos?
Curiosidade, um interesse quase patológico. Não fico quieta se estou diante de algo que me instiga e quase tudo que é genuíno o faz.

A observação aguçada, típica dos atores e atrizes, a ajuda como escritora?
Sempre fui observadora e sempre gostei de gente. Corri o mundo atrás das pessoas, seus hábitos e tradições. Mas é bem provável que minha observação do comportamento tenha sido aguçada pelas necessidades da atriz.

“Entre Ossos Agora” – Maitê Proença (Record, 192 págs., R$ 30)

Expor sua opinião já lhe rendeu alguma dor de cabeça?
Sempre. Ainda não aprendi a lição, mas estou atenta. O problema é de temperamento. Quando vi, já falei. Não penso antes.

Suas opiniões sobre futebol fazem sucesso. Como avalia a participação feminina nesse esporte?
Há muitas repórteres, em geral, bonitas. Mas não há comentaristas. O meio é machista.

Existe algum novo projeto em andamento?
Tenho três, todos para a televisão: dois documentários e uma série de ficção. Estou em Nova York estudando, inclusive, assuntos relacionados a esses projetos. Quando voltar, em setembro, estarão prontos para a fase que precisa de minha presença física.

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