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Davi e Moraes Moreira juntam forças para novo álbum: ‘Nossa Parceria’

São mais de 40 anos de parceria, amizade e muita, muita música. Mas, por mais impressionante que pareça, Moraes Moreira e Davi Moraes, pai e filho, nunca haviam gravado um disco juntos. Essa lacuna na carreira dos músicos acaba de ser preenchida com “Nossa Parceria”, uma verdadeira mistura de ritmos que melhor representam os artistas.

A ideia apareceu quando Davi ainda gravava um álbum só seu e chamou o pai para participar de duas músicas. Nesse tempo, surgiu um edital que pode viabilizar um projeto maior: enfim, um disco da dupla. “Vamos continuar? Davi sugeriu. Topei na hora, chamamos o Chico Neves para produzir e o resultado é esse”, conta Moreira.

O resultado, na verdade, é um conjunto de oito músicas que reúnem bossa nova, baião, frevo, samba, e outros ritmos genuínos da música brasileira. Duas composições não são da dupla, “Bossa e Capoeira”, samba de Batatinha (1924-1997), em que Moraes saúda o compositor baiano, e “Bahia, Oi Bahia”, outro samba, mas esse um tanto obscuro, de 1940, de autoria de Vicente Paiva e Augusto Mesquita.

As seis canções restantes são de autoria da dupla. “Centro da Saudade” é outro samba, dessa vez de Davi, em parceria com Carlinhos Brown e Pedro Baby, lançada por Brown em 2010. “Coração a Batucar”, ganhou anteriormente interpretação de Maria Rita; “Seu Chico” e “Chorinho pra Noé” são temas instrumentais, enquanto “Só Quem Ama Leva Tombo” e “Frevo Capoeira e “Frevo Capoeira” são de Moraes, e “Quando Acaba o Carnaval” e “Nossa Parceria” consagram a união da dupla.

“É uma afinidade musical muito grande. Basta nos olharmos que a gente se entender”, explica Moreira. “Há desafios. Um é o de saber ceder, através de duas personalidades musicais muto fortes, cheio de ideias e opniões. O outro é o da barreira da intimidade, mas a gente chega sempre num ponto em comum”, complementa o filho.

Davi nasceu no auge dos Novos Baianos, em 1973, um ano após o lançamento do álbum mais aclamado do grupo, “Acabou Chorare”. Ainda pequenino, acompanhava de perto os ensaios da banda e admirava seu pai, Moraes Moreira, exímio guitarrista. “Lembro dele [Moreira] tocando em casa, muito, todos os dias”, recorda o músico. “Quando ele chorava, eu o colocava perto da gente tocando e às vezes ele até dormia. Recordo que o brinquedo preferido era uma guitarrinha de plástico”, lembra o pai. “Não teve jeito de escapar.” O resultado dessa ligação musical tardou para chegar em disco, mas não falhou.

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