logo
Entretenimento
Entretenimento 30/04/2015

Joel Kinnaman fala ao Metro sobre atuação no filme ‘Noite sem Fim’

O ator sueco Joel Kinnaman chamou a atenção inicialmente com “Easy Money”, longa de sua terra natal que misturava ação e drama de personagens. Essa também é a descrição de “Noite sem Fim”, thriller com Liam Neeson que estreia nesta quinta-feira no qual o astro tenta proteger seu filho distante (Kinnaman) da máfia. Esse é o tipo de produção que o ator – mais conhecido pelos papéis em “The Killing” e no remake de “RoboCop” – prefere fazer.

O filme tem sido vendido como um longa de ação de Liam Neeson, mas é também um drama sombrio sobre culpa e falha.
E redenção e perdão. É um filme de ação em alta voltagem, mas, ao mesmo tempo, ele adota temas bastante emotivos e que dão embasamento para os personagens. As cenas de ação significam algo. Esses são os tipos de filme que gosto de assistir e de fazer parte.

Até seu personagem, que é ostensivamente bom, tem um lado sombrio.
Essa foi minha porta de entrada para o roteiro. Ele foi originalmente escrito como um cara bonzinho que não tinha problema algum – era apenas vítima de uma situação e não era proativo. Para mim, era importante que ele fosse mais profundo. Se você é abandonado pelo pai como ele foi, isso deixa algum traço em sua personalidade. Quis que ele tivesse problemas de raiva e fosse fisicamente incapaz para que, quando a casa caísse, ele quisesse sobreviver e proteger sua família.

Há uma zona cinzenta em todos os personagens. Até o vilão principal de Ed Harris é motivado pelo luto.
A vida é assim. Nada é preto e branco, mesmo que muitos filmes tentem retratar a realidade desse modo. Isso não soa verdadeiro para mim. Pessoas realmente boas às vezes fazem coisas ruins e pessoas muito ruins às vezes fazem coisas boas. É a partir do contraste que entendemos as pessoas. Quando você encontra alguém pela primeira vez, você tem uma ideia do tipo de pessoa que ela é e a categoriza. Aí ela vai lá e faz algo completamente oposto a isso. É aí que você sabe quem ela é. Sempre tento encontrar personagens com um amplo espectro de comportamento. É o que chega mais próximo da vida como ela é. Se alguém perguntar quem você é, é impossível responder, pois nós nos comportamos de jeitos muito diferentes dependendo da situação e com quem estamos em contato. Alguns roteiristas são majestrais nisso. Os personagens de Dostoievsky estão por toda parte.