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Entretenimento 26/04/2015

Blur grava em sua formação original e lança ‘The Magic Whip’

Damon Albarn volta a cantar a frente do Blur | Kevin Winter/Getty Images

Damon Albarn volta a cantar a frente do Blur | Kevin Winter/Getty Images

Lá se vão 24 anos desde o lançamento de “Leisure”, o álbum de estreia do Blur. Entre brigas, diferenças e separações, o que sobrou é um material rico em sete discos, que ganha mais um álbum para a lista a partir desta segunda-feira, com “The Magic Whip”.

O último disco do quarteto foi “Think Tank” (2003), mas a formação com o guitarrista Graham Coxon se reuniu em estúdio pela última vez em 1999, em “13”. São 16 anos de discussões e provocações deixadas de lado para que “The Magic Whip” fosse lançado. E os fãs agradecem.

O novo material começou a ser feito a partir de uma jam session em Hong Kong em 2013. Dois anos depois aproveitaram esse material em potencial. Damon colocou sua voz, Coxon e o produtor Stephen Street deram um trato final nas canções e voilà! O resultado é um disco que lembra os últimos respiros do Blur, mas ao mesmo tempo entram novidades e referências do disco de Albarn, “Everyday Robots” (2014), como na reflexiva “There Are Too Many of Us”, ou a melancólica “Pyongyang”.

O primeiro single, “Go Out”, é de refrão grudento e a guitarra de Coxon com o baixo de Alex James inconfundíveis. Destaque também para a densa “Mirrorball”.

No final das contas, o Blur fez muito mais do que aquele britpop dos anos 1990. O grupo experimentou, não se apegou ao saudosismo e mostrou que os anos podem fazer bem a quatro caras que até pouco tempo atrás não se falavam. Que esse reencontro seja bom enquanto dure.