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Entretenimento 23/04/2015

Shailene Woodley faz guinada ao indie em ‘Pássaro Branco na Nevasca’

Atriz de 23 anos se revela fã do diretor americano | Divulgação

Atriz de 23 anos se revela fã do diretor americano | Divulgação

Após estrelar blockbusters como “Divergente” e “A Culpa É das Estrelas”, Shailene Woodley embarca agora em uma produção bem diferente. “Pássaro Branco na Nevasca”, que estreia nesta quinta-feira, é uma mistura de drama, comédia e mistério de Gregg Araki, antigo bad boy do cinema queer americano.

A atriz mal podia esperar para trabalhar com o diretor após ter ficado fascinada com “Mistérios da Carne” (2004), seu filme mais aclamado. “Ele era tão lindo, assustador e diferente… Havia muitas camadas ali que eu nunca havia experimentado antes. Nunca vi um filme que me afetasse tanto quanto aquele”, revela.

“Pássaro Branco…” não é tão diferente de “Mistérios da Carne”. Ele traz Woodley como Kat, uma adolescente dos anos 1980 que certo dia percebe que sua mãe (Eva Green) sumiu sem deixar vestígios. Apesar disso, a vida dela segue em frente, mesmo quando vai à faculdade e se equilibra entre um namorado (Shiloh Fernandez) e encontros furtivos com um detetive machão (Thomas Jane).

Woodley não teve que pesquisar muito a música do período, que é costurada por Depeche Mode e The Cure. “Cresci com uma irmã mais velha que era muito envolvida com música quando eu era adolescente. Ela era tipo a garota deslocada do colégio e que ouvia música boa”, diz. “Uma das coisas que amo em Kat é que ela não é gótica, nem punk nem grunge. Ela é essa mistura eclética e alternativa de um punhado de coisas”, diz.

Como a maior parte dos filmes de Araki, “Pássaro Branco…” é desencanado quanto a sexo, o que foi algo positivo para a atriz. “A maior parte dos filmes sobre adolescentes explora toda a parte de dor de cotovelo e do primeiro amor, mas nunca a sexualidade, que é algo importante. Esse é o elemento definidor da adolescência e ninguém o explora de verdade nos filmes.”

Para a atriz, a ambientação de época não faz com que o filme seja nostálgico. “Sinto que as pessoas de então eram as mesmas, emocionalmente falando, das de hoje”, conclui ela.