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Entretenimento 10/04/2015

Celso Frateschi vive médico em peça que debate ditadura argentina

Ator classifica o texto de Potestad como "duro e forte" | João Caldas/Divulgação

Ator classifica o texto de Potestad como “duro e forte” | João Caldas/Divulgação

Durante a ditadura argentina, um médico age de forma conivente com o regime ao emitir laudos falsos para mortes causadas pelos militares. Ele não pode imaginar que, anos depois, suas ações controversas terão consequência em seu próprio núcleo familiar.

Essa é a base de “Potestad”, texto do dramaturgo e psicoterapeuta argentino Eduardo Pavlovsky, que acaba de estrear no Sesc Pompeia. Celso Frateschi vive o médico, e Laura Brauer, sua mulher. Ao lamentar a perda do filho, eles revisitam o potencial político de toda e qualquer decisão que tomamos.

“Esse é um texto muito duro e forte, sem nenhum tipo de escapatória”, avisa o ator, segundo quem “a ditadura criou afetos completamente malucos e doentios”.

“A peça tem uma narrativa bem contemporânea, que tenta traduzir a realidade de maneira clara e contundente buscando a poesia permanentemente”, conclui.

Serviço: No Sesc Pompeia (r. Clélia, 93, tel.: 3871-7700). De qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 25. Até 17/5.