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Entretenimento 01/04/2015

Cinemateca apresenta obra de cineasta Roberto Santos

A Cinemateca Brasileira dedica a partir desta quinta-feira boa parte de sua programação à exibição de 11 produções em cópias restauradas do diretor e roteirista Roberto Santos (1928-1987). Considerado um dos principais nomes do cinema brasileiro, Santos estreou na telona com “O Grande Momento” (1957, foto), filme que abre a retrospectiva, nesta quinta, às 18h. Mais tarde, às 20h, é a vez de “A Hora e Vez de Augusto Matraga” (1965).

Na Cinemateca Brasileira (lgo. sen. Raul Cardoso, 207, Vila Clementino; tel.: 3512-6111). Até 19/4. Grátis.

PROGRAMAÇÃO

QUINTA 02/04
SALA BNDES
18h00 O GRANDE MOMENTO
20h00 A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA

SEXTA 03/04
SALA BNDES
18h00 AS CARIOCAS
20h00 ARROZ E FEIJÃO | O HOMEM NU

SÁBADO 04/04
SALA BNDES
17h00 O GRANDE MOMENTO
19h00 A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
21h00 AS CARIOCAS

DOMINGO 05/04
SALA BNDES
16h00 ARROZ E FEIJÃO | O HOMEM NU
19h00 UM ANJO MAU

QUINTA 09/04
SALA BNDES
18h00 AS TRÊS MORTES DE SOLANO
20h00 UM ANJO MAU

SEXTA 10/04
SALA BNDES
18h00 OS AMANTES DA CHUVA
20h00 NASCE UMA MULHER

SÁBADO 11/04
SALA PETROBRAS
17h00 VOZES DO MEDO
SALA BNDES
19h00 QUINCAS BORBA
21h00 O GRANDE MOMENTO

DOMINGO 12/04
SALA BNDES
16h00 A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
18h00 AS CARIOCAS
20h00 ARROZ E FEIJÃO | O HOMEM NU

QUINTA 16/04
SALA BNDES
18h00 A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
20h00 UM ANJO MAU

SEXTA 17/04
SALA PETROBRAS
17h00 VOZES DO MEDO
SALA BNDES
20h00 O GRANDE MOMENTO

SÁBADO 18/04
SALA BNDES
16h00 OS AMANTES DA CHUVA
18h00 ARROZ E FEIJÃO | O HOMEM NU
20h00 AS CARIOCAS

DOMINGO 19/04
SALA BNDES
16h00 QUINCAS BORBA
18h00 NASCE UMA MULHER
20h00 AS TRÊS MORTES DE SOLANO

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

O grande momento
São Paulo, 1958, 35 mm, pb, 80’
Gianfrancesco Guarnieri, Miriam Pércia, Jaime Barcellos, Paulo Goulart
No dia de seu almejado casamento, um jovem trabalhador constata que não possui dinheiro suficiente para honrar seus compromissos: a festa, o alfaiate e a viagem de núpcias. Seu único recurso, paliativo, é vender a bicicleta, seu maior bem. Ambientado no bairro paulistano do Brás. Um clássico do cinema brasileiro.
Classificação indicativa: livre

A hora e vez de Augusto Matraga
São Paulo, 1965, 35mm, pb, 106’ | Exibição em HD-Cam
Leonardo Villar, Jofre Soares, Maria Ribeiro, Flávio Migliaccio
Augusto Matraga, homem poderoso de um vilarejo do sertão mineiro, que perde mulher, filha e propriedades. Massacrado por um coronel, mortifica-se em nome de uma conversão religosa para o Bem, domando o mundo sem impulsos de vingança. Mas o reencontro com um destemido jagunço lhe dá a chance de uma remição definitiva. Brilhante adaptação do romance de Guimarães Rosa para o cinema, uma das obras-primas de Roberto Santos. Música de Geraldo Vandré, montagem de Sylvio Renoldi e o fotografia de Hélio Silva.
Classificação indicativa: 14 anos

As cariocas
São Paulo, 1966, 35mm, pb, 101’
com Norma Bengell, John Herbert, Jacqueline Myrna, Sérgio Hingst, Mário Benvenutti, Íris Bruzzi, José Lewgoy, Zezé Macedo. Narração: Sérgio Pôrto
Filme em episódios. A grã-fina de Copacabana: Paula, interessada no carro conversível de Cid, cede ao seu assédio, desde que este a ajude a armar um plano para vender o automóvel para o seu marido Edu, com a intermediação financeira do seu amante, o cirurgião plástico Teo. A noiva do Catete: Júlia desperta para mais um dia da sua vida rotineira – prepara o café, toma banho, se arruma, vai à praia, às compras, prepara a refeição, visita José Luís, o noivo doente na pensão… A desinibida de Grajaú: Num programa de TV, Marlene Cardoso, a Rainha das Praias de 1966, é entrevistada por ter sido manchete dos jornais ao escandalizar os moradores da Penha por seu suposto comportamento imoral. Um excelente elenco interpreta esta adaptação das crônicas de Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do escritor Sérgio Pôrto. Exibição em nova cópia 35mm, especialmente confeccionada pela Cinemateca para esta mostra.
Classificação indicativa: 14 anos

O homem nu
São Paulo, 1968, 35mm, pb, 85′
com Paulo José, Leila Diniz, Esmeralda Barros, Walter Forster, Íris Bruzzi
Silvio Proença, um tímido pesquisador e professor de música folclórica, passa a noite com uma amiga. Na manhã seguinte, quando sai para pegar o pão no corredor, o vento bate a porta do apartamento deixando-o completamente nu do lado de fora. Adaptação do conto de Fernando Sabino, com excelentes interpretações de Paulo José e Leila Diniz. Música de Rogério Duprat.

Classificação indicativa: 14 anos

Um anjo mau
São Paulo, 1971, 35mm, cor, 107’
Adriana Prieto, Francisco di Franco, Bárbara Fazio, Sérgio Hingst
Vendida pela mãe a um comerciante, moça nascida no sertão é alvo de seguidos maltratos. Ela se torna amante de um tropeiro e tem um filho com ele. Ambos trabalham numa fazenda, porém, um dia, a moça é violentada por um capataz. Baseado no romance de Adonias Filho, Um anjo mau trabalha o contraste entre o lirismo e a violência dos latifúndiários no sertão do país. Por sua interpretação, Adriana Prieto recebeu o Prêmio de Melhor atriz no Festival de Brasília de 1971. Produção de Walter Hugo Khouri, fotografia de Hélio Silva e trilha sonora de Rogério Duprat.
Classificação indicativa: 16 anos

Vozes do medo
São Paulo, 1969-1973, 35mm, cor e pb, 140’ | Exibição em 16mm
com Claudio Mamberti, Antonio Pitanga, Julia Miranda, Afonso Claudio, Errol de Almeida, Clarice Piovesan
Vozes do medo é um filme em forma de revista. Diversos episódios acerca do medo, misturando cinema-verdade com ficção, animação, realismo fantástico e outros gêneros. Uma experiência sobre o Brasil da década de 1970, realizada por Roberto Santos, técnicos e estudantes da ECA/USP.
Classificação indicativa: 16 anos

As três mortes de Solano
São Paulo, 1976, 35mm, cor, 100’
Stênio Garcia, Líbero Rípoli, Bárbara Fázio, Clarise Piovesan
Sobre um cenário feito de um tapete com imagens de uma caçada, três histórias fantásticas, envolvendo a personagem de Solano, se desenvolvem. Baseada no conto A caçada, de Lygia Fagundes Telles, que foi roteirizado coletivamente pelos alunos de Roberto Santos, sob sua supervisão, no período em que foi professor do curso de cinema da ECA/USP. Participação especial de Gianfrancesco Guarnieri.
Classificação indicativa: 14 anos

Arroz e feijão
São Paulo, 1977, 35mm, cor, 39’ | Exibição em HDCam
Joana Fomm, Davi José, Carlos Roberto Martins
Uma mulher mais velha se relaciona com um adolescente inexperiente. Joana, a mulher, tenta seduzir o rapaz interiorano durante a refeição que ele faz todos os dias em sua casa. Baseado em conto de Sérgio Toni, parte do longa em episódios Contos eróticos.
Classificação indicativa: 16 anos

Os amantes da chuva
São Paulo, 1979, 35mm, cor, 106’
Helber Rangel, Beth Mendes, Davi José, Zanoni Ferrite, Beatriz Segall
Todas as vezes que um casal de namorados se encontra, chove – mesmo contrariando qualquer lógica meteorológica. Quanto mais se apaixonam, mais violenta se faz a chuva, até que, descobertos por uma televisão, são promovidos a “os amantes da chuva”. Um dos mais belos filmes de Roberto Santos, retomando elementos de alguns de seus filmes iniciais.
Classificação indicativa: 14 anos

Nasce uma mulher
São Paulo, 1983, 35mm, cor, 100’
com Marlene França, Dani Patarra, Davi José, Alberto Baruque, Flavio Portho, Denoy de Oliveira, Myriam Muniz
A paixão entre Jô e Fernando é abalada pela descoberta dos pais da garota de que ela não é mais virgem e toma pílulas anticoncepcionais. Comédia de costumes com participação de Myriam Muniz e que deu a Marlene França o Prêmio Governador do Estado como Melhor Atriz em 1984.
Classificação indicativa: 16 anos

Quincas Borba
São Paulo, 1986, 35mm, cor, 116’
com Helber Rangel, Fulvio Stefanini, Brigitte Broder, Paulo Vilaça, Laura Cardoso
Ao morrer, o filósofo Quincas Borba lega um enorme fortuna a Rubião, seu discípulo e amigo. Rubião se apaixona à primeira vista por Sofia, que o mantém preso aos interesses de Cristiano Palha, o marido que a domina inteiramente. Aos poucos, Rubião delapida a fortuna em negociatas que Cristiano Palha conduz, tendo como escudo a própria mulher. Sem nunca ter conquistado Sofia, Rubião se isola de tudo e de todos voltando para sua cidade natal, levando apenas suas alucinações e seu pequeno cão, também chamado Quincas Borba. Adaptação do romance de Machado de Assis.
Classificação indicativa: 14 anos