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‘Caminhos da Floresta’ é boa diversão, mas podia ser melhor

O diretor Rob Marshall é especialista em transportar sucessos da Broadway para a telona, como em “Chicago” e “Nine”. Sua nova aposta, “Caminhos da Floresta”, que estreia nesta quinta, passou por duas tentativas frustradas de filmagem, em 1994 e 1996. Para quem assiste ao filme, porém, nem parece que o projeto foi pensado durante tanto tempo: o enredo premiado no teatro americano parece corrido demais para os cinemas.

Captura de Tela 2015-01-28 às 21.21.55Ao longo de duas horas vê-se na tela uma série de personagens contos de fadas, tais como Cinderela (Anna Kendrick), Rapunzel (Mackenzie Mauzy) e Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford). As histórias são ligadas por um casal de padeiros (Emily Blunt e James Corden) que tem que cruzar a floresta mal-assombrada do título para conseguir ganhar um filho da Bruxa Má.

A vilã é, para variar, interpretada de forma genial por Meryl Streep, que concorre pela 19ª vez ao Oscar e é a que melhor acerta o tom na cantoria – embora não haja grandes falhas. Além dela, o elenco conta com Johnny Depp como o Lobo Mau (que passa quase desapercebido) e Chris Pine como um dos dois príncipes – ambos sem nome, o “outro príncipe” é chamado deste modo em toda película.

“Caminhos da Floresta” acerta ao propor uma versão cética quanto aos finais felizes, principalmente com o matrimônio insosso de Cinderela, mas escorrega ao tentar manter o conceito de “moral da história” no fim da narrativa.

Na disputa ao Oscar, o filme é considerado um azarão. Meryl é a que tem mais chances, mas não deve derrotar a favorita Patricia Arquette (“Boyhood”). A película também foi indicada a três Globos de Ouro, mas não levou nenhum.

Confira o trailer:

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