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Sequência de ‘Planeta dos Macacos’ tem mais adrenalina

Símios ganham força e se tornam uma comunidade tão complexa quanto a humana na nova produção | Divulgação
Símios ganham força e se tornam uma comunidade tão complexa quanto a humana na nova produção | Divulgação

Franquia clássica dos anos 1970, “Planeta dos Macacos” ganhou fôlego novo em 2011 com um blockbuster disposto a explorar as origens do mundo dominado pelos símios.

O reboot recebe agora uma sequência, “Planeta dos Macacos – O Confronto”. De cara, o longa mostra como a humanidade foi praticamente dizimada pela “gripe símia”, criada em laboratório, ao mesmo tempo em que  a comunidade de macacos liderada por César (Andy Serkis) evolui.

A paz é abalada quando Malcom (Jason Clarke) entra no território deles para usar uma antiga hidrelétrica e, assim, tentar contato com quem mais restou da civilização.

O filme se constrói na tensão provocada pela falta de confiança entre esses dois grupos. “Nossa ambição foi fazer um filme sobre nossa natureza e nossa inaptidão para resistir à violência. É isso que está acontecendo justamente agora, nossa incapacidade de coexistir”, afirma o diretor Matt Reeves (“Cloverfield”).

Um dos destaques da produção está na ausência de um vilão claro. “Todo personagem tem um ponto de vista válido. Você sabe que isso é ‘Planeta dos Macacos’, que essa relação não vai dar certo entre eles. Então o que dá errado?”, questiona.

Rodado quase todo em locações reais, o longa foi um desafio para a equipe responsável pela captação de movimento dos atores que interpretavam os macacos. “Meu medo era de que a tecnologia fosse um obstáculo com os atores, mas foi a mesma coisa. O processo não foi muito diferente dos meus pequenos filmes independentes.”

Ator que viveu o Gollum de “O Senhor dos Anéis”, Andy Serkis reprisa o papel do macaco César em performance realizada via captura de movimento. 

Como você percebeu a evolução do personagem do outro filme para esse?
Agora César lida com o peso da responsabilidade de lidar com um grupo grande. Ele tem uma família, um filho adolescente. Ele também está em conflito, pois consegue falar com humanos e essa é uma parte importante de quem ele é. César está na corda-bamba tentando ouvir ambos os lados e encontrar uma solução pacífica, mas é óbvio que isso tem um preço.

Muita da sua performance está na face.
É verdade, é uma atuação muito interiorizada. César está evoluindo cada vez mais como humano, por causa da inteligência que ele desenvolveu. Ele começa o filme usando linguagem de sinais e parte para um uso muito mais filosófico e reflexivo da linguagem no fim.

Muita gente conhece seu trabalho, mas não sua cara. 
Isso é libertador para um ator e permite que você se transporte e se veja em qualquer personagem. É para isso que estou aqui: para ser um personagem interessante. Se alguém me oferecesse um papel “normal” e ele não fosse tão bom quanto uma performance com captura de movimento, eu aceitaria o segundo. E vice-versa.

Trailer dublado

Trailer legendado

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